Namorando sua vez em um relacionamento

Meu nome é Dyuly Cardoso, sou coach especialista em reconquista amorosa desde 2010, formada nos Estados Unidos e na França. Meu principal objetivo é te ajudar a reconquistar seu ex (sua ex), recuperar a confiança em você e recuperar o amor da sua vida. Não deixe o ego enganá-lo em uma falsa sensação de segurança onde você está constantemente miserável e em dor, em vez disso, leve tudo com um grão de sal e seja feliz pelos momentos que você foi capaz de compartilhar com todos aqueles que entraram em sua vida em um ponto ou outro, eles foram feitos para ajudá-lo a crescer e vice-versa. Uma vez iniciado o relacionamento, você precisa manter um fluxo honesto de comunicação, além de continuar a valorizar seu tempo com sua amada. Fazer um relacionamento durar nem sempre é divertido, mas os benefícios superam quaisquer dificuldades que você possa enfrentar. Se quiser saber mais sobre o assunto, continue lendo este artigo. Um sinal muito comum de um relacionamento rebote é se eles estão ou não tentando esfregar tudo isso na sua cara. Se o seu ex/sua ex está frequentando seu caminho de rotina para mostrar que ele/ela está feliz em seu relacionamento novo e tudo está indo muito bem, então é provavelmente um rebote e eles não estão indo tão bem na realidade. A última vez que ouvi, ele estava namorando uma das amigas de sua filha. (Ela é seis anos mais nova que eu). Ele não namorou uma mulher com mais de 30 anos desde que se divorciou (em 2005, eu ... A incerteza em relação ao futuro de um relacionamento pode arruinar a paixão em longo prazo. Por outro lado, saber que sua parceira estrará com você (e vice-versa) permite que vocês tenham mais confiança um no outro. Vocês sabem que não vão a lugar algum por um tempo, portanto, relaxem um pouco e sejam verdadeiros. Quando você compartilha um pedaço de si mesma, isso combate sua solidão, uma vez que você está aberta a encontrar uma conexão verdadeira. É por isso que nos sentimos próximas de nossos animais de estimação em um outro nível – porque quando fazemos algo bobo ou nojento na frente deles, nós confiamos que eles nos amarão ... Júlia decidiu dar mais um passo em seu relacionamento. Depois de alguns meses namorando Vinícius, decidiu que era o momento de terem sua primeira relação sexual. Tomou um banho demorado, perfumou-se. Sabia que hoje seu namorado estava sozinho em casa. Foi andando para a parada de ônibus e, no caminho, passou em frente a uma farmácia. A felicidade no amor é possível a partir do momento em que fazemos a nossa parte e incentivamos a outra pessoa a também fazer a sua. Assim, percebemos, em pouco tempo, o quanto é bom amar e ser amado, e que um simples abraço ou beijo terá um prazer muito mais forte, não o prazer do toque do corpo, mas o prazer de dois corações que se ... 2. O relacionamento secreto. Existem muitos motivos para ter um relacionamento secreto, e nenhum deles é bom. Talvez você esteja namorando fora de sua raça e sua família não aceite relacionamentos inter-raciais. Este é um exemplo clássico do que significa um relacionamento complicado.

Webnamoro que possivelmente poderia ter dado certo

2020.10.18 20:31 marvinpls Webnamoro que possivelmente poderia ter dado certo

Em 2012 conheci uma pessoa, darei o nome de A.
A. devia ter mais ou menos 17 ou 18 anos, e eu, um jovem gafanhoto de 15 ou coisa assim. Conheci a A. numa live de jogos, época que ainda existia a twitcam (quem lembra?), e o "streamer" (nem existia essa profissão na época) falou que tinha uma menina no chat solteira (de brincadeira). Obviamente dezenas de nerds colaram no perfil dela do twitter, e começaram a tentar flertar com ela.
E eu, um moleque nada original, também fui fazer o mesmo. Cara... (kkkkkkkkkk!!!!!!!!) como o tempo passa né? coisa estranha demais lembrar disso. Eu fiquei obcecado pela menina, sei lá. Eu via as paradas que ela postava e o jeito dela, e nunca havia encontrado ninguém assim (claro que não, afinal eu tinha 15 anos e só jogava na internet). Mas até hoje, acho o tipo dela muito diferente das demais (não do tipo "not like the other girls") mas um tipo de garota estranha que fala o mesmo nível de merda que eu naturalmente falo. Pra ser sincero, o meu tipo de garota é justamente alguém mais próximo dela, mas é realmente muito difícil encontrar alguém assim.
Como se não bastasse, a garota era linda demais. Digamos, uma das garotas mais bonitas que já vi (ainda acho isso nos meus atuais 22 anos), e ela morava em outro estado, do tipo muitos estados longes hehehe. Enfim... meu papo de merda deu certo, não lembro exatamente como começou nossa aproximação, mas lembro que eu era o cara que ela ia desabafar por conta de um namoro merda que ela andava tendo (com um tal de C.)
Esse C. era o cara mais chato que já vi na vida. Além de não parecer EM NADA com ela, ele era distante da garota, até onde lembro. Ele investia toda a grana do salário dele em som automotivo (sem meme), e cagava pro namoro.
Ela chorava bastante, e eu ficava horas e horas em chamada com ela por skype conversando sobre bobeiras em geral. O tempo passava, foram mais 2 anos acho nessa brincadeira, até que por um ciúmes bobo ela parou de falar comigo.
Nosso relacionamento era muito baseado no twitter, compartilhávamos e falávamos sobre mutia coisa em comum, e eu claramente estava perdidamente apaixonado pela garota. Numa época aí de fã clubes e não sei quê, algumas garotas de outros estados foram me seguindo também pra trocar ideias (sem maldade), e essas novas amigas fizeram com que a A. se afastasse de mim por achar que eu não quisesse mais ela. Não sei porque, vocês podem me perguntar, eu não fui atrás dela. Sei lá, parecia que eu estava confortável, e tinha achado uma bobeira tão grande dela se afastar, que não achava que fosse tão sério.
Semanas se passaram, e a A. nunca mais falou comigo direito. Tem muito mais coisa, mas realmente não lembro como essa amizade ou webnamoro foi se desfragmentando, pq pensávamos em viagem (com 16 ANOS!!!!! irreal demais, pqp) namorico, etc. Pelo menos eu acho que era, sei lá. Talvez houvesse a chance dela só me considerar um grande amigo, e eu estivesse enviesado como homem de achar que ela realmente era afim de mim. Não sei.
Agora vem a parte engraçada
Eu nunca esqueci seu nome. Meus amigos acabaram virando colegas dela também pq de alguma forma que não lembro, ela chegou a conhecer eles. Então eles acompanham ela nas redes sociais, mas eu não mais. Lembro que eu tinha me afastado a ponto de querer esquecer ela mesmo, e ela o mesmo de mim. Hoje com a cabeça mais madura, teria feito tudo diferente. mas ainda acho webnamoro algo irreal demais.
Basicamente ela está namorando um cara do RJ (já tem um tempão já). Estado na qual eu moro também. Quando descobri isso (por amigos) fiquei de cara. Não fiquei com ciúmes, triste, inveja, nem nada, mas tudo veio novamente na minha cabeça. Caralho, um cara do RJ? Sim, eu pensei no "e se fosse eu??????????".
Eu fiquei abismado por duas coisas: o quanto minha vida mudaria se eu tivesse namorando ela? e se desse tão certo a ponto de eu morar fora? eu ainda falaria com os meus amigos atuais? (que são meus melhores amigos), eu estaria em outra profissão?
Viajei, viajei demais. E o que me faz viajar tanto nessas questões é que não era uma parada extremamente difícil de acontecer. Claramente eram adolescentes decidindo coisas muito importantes e custosas, e que nossas perspectivas de vida iam mudar drasticamente ao chegar nos 20 e poucos anos. Mas digamos que éramos compatíveis em literalmente tudo, sabe? Enfim...
Não sou apaixonado pela garota nem nada, mas é uma história curiosa que penso vez ou outra. As vezes sonho com ela, e eu não sou nada esotérico ou coisa assim, então vocês podem dar as suas explicações mirabolantes que for pra esse tipo de coisa, alma gêmea, coisa assim.
Funfact: uma das paradas mais interessantes nesse rebuliço todo é que ela havia me apresentado uma música que eu não gostava a princípio, mas depois de alguns meses mudou totalmente a forma como me vejo e escutava música. Hoje em dia posso dizer que se ela não tivesse me recomendado aquela banda em 2012, eu estaria escutando mpb ou algo do tipo. Há 8 anos escuto o mesmo "gênero" (mais ou menos na verdade), e fico muito feliz com isso.
E vocês? tem histórias com webnamoro?
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2020.10.14 19:38 igorgom3s Desabafei pro meu melhor amigo que gosto dele e pedi pra ficar com ele.. +18a

Eae galera entao, sou novo aqui e esse e meu primeiro post. Recentemente a uns 3 meses eu conheci um menino (q vamos chama-lo de J). Quando eu vi ele pela a primeira vez eu ja meio q gostei dele, e entao investi na amz pra la na frente tentar algo com ele. Só que oque eu nao poderia imaginar é que nossa amz cresceu mt rapido, e hj ele e como um irmao para mim um irmao mais novo q nunca tive. E minha mente ta uma bagunca de sentimentos.
Vou explicar um pouco sobre minha sexualidade. Eu nao consigo ainda saber oque sou, tipo gosto de mulheres, pretendo ter um relacionamento ao ponto de construir uma familia e talz... Mas tem vezes que gosto de meninos, mas nao qualquer um. Sou gordinho e sempre fui, e sempre que vejo um gordinho tipo eu eu acabo olhando de outra forma (tenho mais atracao por esse tipo de pessoa). ja tive relacoes com ambos. Mas nao me relaciono com a pessoa do mesmo sexo se nao conheco a pessoa ou se nao tenho o minimo de afinidade. Nao me vejo namorando uma pessoa do mesmo sexo, ao ponto de morar junto e viver junto. A nao ser que eu AMO de mais essa pessoa, que esta sendo o caso com esse J. Cara se alguem souber oq sou agradeco kkkkkkk.
Mas no decorrer da nossa amz eu me apaixonei por ele, pelo o seu jeito simples e humilde de ser, pela as suas brincadeiras... enfim. kkkkk Quando eu estou com ele eu me sinto o maximo, ele é meu porto seguro. Quando ele veio em casa a primeira vez, conversamos mt, zuamos junto e em um desses momentos ele sentou no meu pc e foi jogar um jogo... entao pedi para mecher no celular dele e sem querer querendo eu vi um nuds no cell dele e pronto. Fiz de tudo para pegar aquele nuds pra mim e deixar guardado. E fiquei pensando cmg mesmo se ele era.
No passar dos dias e semanas juntos a nossa amz foi crescendo rapido e cada vez mais, comecei a ficar com crises de ansiedade por ter medo de perde-lo, medo de perder nossa amz. Quando me dava essas crises eu ficava ruim, nao conseguia dormir e quando estava com ele ficava na bad, triste. Ele até tentava me ajuda conversando e me incentivando maaaas o medo era maior. Era uma inseguraca de nao ter mais ele. Sentei com ele e disse tudo q estava sentindo, disse q estava com medo de perder ele por saber oque ele significava pra mim, o quanto eu gostava dele como amg (nao disse q realmente gostava dele). Ele foi super amigo e disse para eu ficar tranquilo que nossa amz por parte dele nunca ia acabar pq eu tambem significava mt pra ele.
Com o passar do tempo isso uns 2 meses, tive momentos incriveis com ele, brigamos por coisas bestas, choravamos nas brigas, mas sempre se resolvendo. Mas foi crescendo dentro de mim um sentimento chato por assim dizer. Quase em todo os momentos junto com ele eu sempre me imaginava sendo algo alem de um amg, me imaginava tendo momentos quentes com ele. Não podia brincar com ele de lutinha q ficava com um Tzao do caralho ao ponto de ter que sair de perto pra ele não perceber. Mas não podia falar isso para ele por ter medo de perde-lo.
Um belo dia a noite dps de passar o dia inteiro com ele triste, resolvi abrir o jogo.. resolvi fala pra ele o pq que eu ficava triste do nada, ficava fechado. Disse tudo oque estava sentindo por ele e o quando ele mexe cmg. Mais uma vez ele foi super compreensivo e me disse que ele não curtia, disse que não ia rolar. Mas que me entendia, entendia q sentimento a gente não escolhe com quem vai ter. Também disse que nossa amz continuaria a mesma.
Comecei a gostar mais ainda dele, o jeito dele de ser, cara isso mexe cmg. A humildade dele a carisma, a inocencia dele, enfim. Hoje eu ja não tenho mais esse medo de perde-lo, medo da nossa amz acabar. Mas é eu pesar naquilo.. ou sonhar com aquilo... nos dois juntos. Fico mal, triste... meu dia acaba. Ontem acordei um caco, pra baixo, e fiquei o dia inteiro pensando em uma forma de falar pra ele que queria ficar com ele. Queria fala pra ele tentar pelo menos uma vez... dar uma chance.
Não consegui falar em palavras isso pra ele, entao escrevi um puta texto e mostrei pra ele no meu celular, disse pra ele ler até o fim e me dar a resposta. No texto eu dizia o quanto ele realmente mexe cmg e que tenho esses pensamentos e sonhos que acaba cmg. Pedi pra nos tentermos fazer algo.. relacionado a sexo, para que eu realmente enxergasse de vez oque sinto por ele, se e só tzao ou amor.
Ele leu o texto todo e me chamou pra conversar, disse novamente o quando eu significo pra ele e que ele não quer me perder, mas disse não a respeito do meu pedido. Disse novamente que não gostava que não tinha atracao e que me entendia. E bom mais uma vez eu to um lixo, pq eu realmente gosto dele realmente queria mt ter algo com ele seja so momentania... prazer... ou algo duradouro.
Desculpe pelo o jeito q escrevi... esta sendo tudo novo isso que estou passando com ele... essa explosão de sentimentos. Não quero perde-lo de jeito nenhum e não me vejo sem ele nos momentos felizes e tristes. Mas tambem não quero sobrecarregar nossa amz, não quero ficar mais triste cmg e na presenca dele... não quero que ele se canse cmg. Mas tambem não sei oque faco para tirar de vez esses pensamentos chatos q tenho.
obrigado por lerem ate aq. se quiser me ajuda com algo serei mt grato
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2020.10.12 06:00 vini_paviotti Não sei mais oque é real

Antes de tudo, eu queria poder conversar com alguém, alguém que não me julgasse, e não me conhecesse também. Bem, faz algum tempo que fui diagnosticado com ansiedade, desde criança eu tinha alguns sintomas, mas agora nos meus 18 anos isso se agravou, creio que evoluiu para um quadro de depressão, ainda não sei bem, pois ainda vou no médico, e tudo piora com as minhas experiências de vida, que vou conta algumas aqui. Já faz um tempo, eu tinha namorado uma garota, ela tinha vários problemas também, e um deles era anorexia, eu tentei de tudo para ajudar, e ela obteve uma melhora, mas depois de tantas brigas, e discussões, a gente optou por terminar, isso me desgastou demais, enfim, cada um foi pro seu canto. A pouco tempo, conheci outra garota por um amigo meu, que havia ficado com ela, quando a gente começou a se falar eles já não se falavam mais, e bem, posso dizer pra vocês, no início, quando estávamos ficando eu não queria nada sério, porém, ela sim queria, e no fim eu acabei namorando com ela, acabei gostando muito dela, pode se dizer, que eu comecei a amar de verdade, mas eu, mais uma vez, fiz merda, e terminamos pelo mesmo motivo, pois sou uma pessoa triste, e paranóica demais, eu acho que sempre estão contra mim, ou que estão me traindo, mesmo que eu não tenha motivo nenhum para acreditar nisso, enfim, ela terminou comigo perto do meu aniversário, no início não doeu tanto, mas depois, acabei ficando muito mal, por conta de mentiras que falaram pra mim sobre ela, acabei ficando muito mal, até que resolvi esclarecer tudo um dia, que era justamente o dia do meu aniversário, e de longe foi o meu pior dia, ela me ligou e meus amigos estavam todos preocupados, pois nesse dia, eu tentei me matar, engoli muitos remédios, por sorte ou azar, eles não eram tão nocivos assim, só senti muito sono, quando eu voltei do hospital, todos, inclusive ela, tinham me mandado várias mensagens, nesse dia eu não parava de chorar. Desde então, eu e ela nos falamos as vezes, e hoje em especial, eu tava muito mal, e resolvi mandar uma mensagem pra ela, ela disse que queria conversar comigo também, disse que se eu sentisse no meu coração, eu e ela podíamos se falar pessoalmente, ela disse que não sabia quando, mas teria que ser em uma sexta, a mãe dela antes não queria que a gente se falasse quando terminamos, mas agora, ela disse que eu e ela poderíamos conversar pessoalmente, eu falei coisas muito rudes pra essa garota, mas cara, eu sinto de verdade que eu gosto dela, só não sei se ela gosta de mim ainda, ela disse que quer falar comigo pessoalmente, só não sabe quando, pois segundo ela, temos que esperar a poeira abaixar, ela fala que gosta de mim aínda, e que nos podíamos até retomar o relacionamento, mas eu não sei, pois todas as pessoas a minha volta eu não consigo confiar, cada um conta a sua versão, sobre mim, sobre ela, enfim, esqueci de mencionar, mas eu tenho vários vícios, drogas, pornografia, e por aí vai, e isso tá acabando comigo, eu não sei mais oque é real, e oque não é, estou confuso, eu essa garota iremos fazer uma chamada terça, eu disse para ela me chamar, vou esperar dela isso, mesmo se por ventura ela ligar pra mim, eu não sei se eu devo encontrar com ela novamente, ela disse que iria me ouvir, e se eu me tratasse, e buscasse ajuda, eu e ela podíamos reatar, eu não quero me alimentar com falsas esperanças, mas eu ainda amo muito ela, e não sei se devemos ter essa conversa mesmo, minha cabeça tá uma confusão, eu não sei mais em quem acreditar, não vejo mais motivos para estar aqui, eu de verdade, tô muito mal. Desculpa pelos erros de português, e perdão se ficou meio confuso, afinal, a minha mente tá uma confusão...
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2020.10.11 05:11 vicgregor1 Uma história pra levantar a alma

Eu passava o tempo lendo algumas histórias por aqui. Me divirto com algumas, tenho vontade de ajudar em outras. Mas talvez, a melhor ajuda que eu posso dar seja dividir a minha própria história recente.
2019 foi um ano de m* pra mim. Não diria que o pior ano de todos porque teria páreo, mas tá ali no top 3. De janeiro a junho, saí de uma situação onde tava a beira de terminar a faculdade, noivo, feliz e traçando planos pro futuro, pra tendo que parar tudo porque a minha tia quebrou a coluna numa queda, perdendo minha noiva depois de mais de 4 anos de relacionamento - e justamente quando eu mais precisava de alguém, que foi quando minha tia piorou dramaticamente. Provavelmente só os jogos me fizeram sobreviver, de resto, vivi basicamente no 'piloto automático' o ano todo. Minha tia com minha atenção e cuidados médicos, eventualmente se recuperou em dezembro da coluna, e começou uma longa reabilitação física, mas dos males o menor. Mas a minha jornada só tava começando. É aquela história: você só consegue resolver um problema quando entende o que é ele. E até aí, eu achava que com a minha tia melhorando, eu também melhoraria. Eu tava completamente enganado. Ela melhorou, mas eu ainda me sentia... vazio. Não confiava em ninguém, e nem em mim mesmo. Eu demorei a entender por que. No fim das contas, senti que tinha falhado e que tudo tinha sido culpa minha, mesmo não tendo sido - é uma tendência que tenho desde adolescente de assumir muita responsabilidade, inclusive em situações onde ela não é exatamente minha. Uma coisa que gostaria que alguém tivesse me dito na época é que ter o coração partido dói, e muito, mas por maior que seja, a dor não vai fazer o tempo parar pra que você o conserte.
Entra a pandemia. E por mais bizonho que isso possa soar, também a minha recuperação. Com todo mundo em isolamento social, e sentindo falta de contato, a minha falta de contato que já vinha de 2019 se tornou insuportável, e decidi quebrar essa barreira voltando a falar com velhos amigos de jogo e de faculdade. Eu redescobri o quão eu era uma pessoa divertida e bem vinda pelo pessoal, e esse calor humano foi o que me fez levantar a cabeça de novo - eu sempre fui extrovertido, e a solidão me consome muito rápido. Um dia eu acordei e olhei ao meu redor, o quarto numa bagunça. E eu acredito que o quarto normalmente reflete o estado mental da pessoa. Se pretendia organizar minha vida de novo, talvez meu quarto fosse um bom começo. Levei três dias arrumando tudo, mas valeu super a pena. Me senti bem comigo mesmo pela primeira vez em meses. Ainda não tinha um plano pro futuro, mas considerando a pandemia, o futuro podia esperar um pouco. Fazer um presente melhor, pra quem sabe isso fluir pro futuro. Comecei a cuidar melhor de mim mesmo, e acabei me apaixonando pela minha melhor amiga dos anos de faculdade - o sentimento era recíproco, e estamos namorando!
Depois disso acabei pegando covid-19 em um dia que tive que comprar comida pra casa, mas ficando assintomático, mas minha tia acabou pegando de mim, teve que ir pro hospital, mas atravessamos tudo isso comigo de cabeça erguida. Ela melhorou, e eu recuperei minha confiança em outras pessoas e em mim mesmo. Estou de volta a fazer planos pro futuro, que apesar dos tempos sombrios, parece brilhante no horizonte.
Queria concluir dizendo a todo mundo que tá se sentindo sozinho, que acha que fracassou, que falhou: se você tá vivo, dá pra virar o jogo. Nada na vida é permanente, nem a derrota, por mais que ela pareça. Flua e deixa fluir. E se você quer um começo, não precisa ir muito longe. Toda pequena vitória conta, desde que tenha sido melhor que o dia anterior. Se perdoe. Cuide muito bem de você mesmo, afinal você mesmo sempre deve ser sua melhor companhia, já que é a única que sempre, 100% do tempo, vai ter. Que tal arrumar seu quarto? Podendo ou não ser o começo de uma boa história, eu tentei... e deu muito certo. Busque ser a sua melhor versão que com dedicação o resto vem.
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2020.09.24 05:14 HondyS Historico de merdas até 2014

Não tem jeito poético ou "bom" de começar a falar sobre a própria vida como se ela fosse algo surpreendentemente interessante, ou triste.
Então vou começar do começo:
Algum dia no ano de 2007
Quando se trata de "primeira memória" eu não sei o que vem na cabeça das pessoas, por isso eu acho importante citar a minha memória mais lúcida e mais antiga, antes que ela suma da minha cabeça que nem tudo que veio na sequência dela.
Me lembro de ter sido a primeira e última vez que me vi brincando com minha mãe.
Estavamos no terreiro da casa da minha avó, brincando na terra com alguns carros que eu tinha, ela sentada num tijolo e eu sentado no chão, que era basicamente terra com mato.
Me lembro de vê-la sorrir antes de ser chamada por minha avó para resolver alguma coisa, ela me deixou brincando sozinho.
Aquela foi a primeira vez que eu me senti amado, mesmo que por pouco tempo. Eu queria muito lembrar de muito antes disso, e na verdade até lembro, mas são fragmentos distorcidos demais para se chamar de "lembrança" de fato.
2008
Considero esse ano o mais marcante da minha vida, por alguma razão eu sinto que MUUUIITA coisa aconteceu em 2008...
Eu lembro de ter amigos, de brincar com eles todos os dias, de me sentir trocado quando eles brincavam com outras crianças, de me sentir sozinho quando minha mãe ia trabalhar na cidade vizinha..
Eu sentia tanta coisa pra um moleque da minha idade, mas todos os sentimentos tristes iam embora quando algo feliz acontecia. Lembro de ter ganhado uma bola gigante que um cara passou vendendo, com um suporte de ferro gigante junto de um carrinho, haviam dezenas de bolas iguais e eu havia ganhado uma delas. Meu avô havia me dado.
Lembro dele ser muito bom pra mim, ele é assim com todos os netos dele, e se eu possuo uma memória ruim daquela época com ele eu prefiro esquecer, provavelmente eu fui danado demais e mereci levar algumas reclamações, ou talvez uma chinelada... Não sei dizer o que realmente aconteceu, mas como uma criança eu nunca deixei de amar ninguém por isso, as vezes passamos do limite em sermos chatos né.
Hoje em dia eu costumo olhar do passado e culpar essa criação como a principal fonte dos meus sentimentos reprimidos, do meu ódio.
Talvez tenha sido isso mesmo, mas 2008 não foi so onde meu ódio nasceu. 2008 foi quando eu descobri os principais sentimentos humanos e a natureza deles. Eu descobri que gostava de Garotas ao me aproximar da minha prima bobona. Eu percebi que eu estaria sempre sozinho se eu fosse depender dos meus amigos. Eu aprendi que eu não devia confiar nem mesmo em quem dizia ser minha família. Também aprendi o que é perder alguem... e aprendi que quem tem um pai presente, tem muita sorte.
Muito mais coisa aconteceu em 2008, se eu fosse fazer um "não-resumo" de tudo, seria grande demais, vamos pular para os anos seguintes que originaram meus principais traumas psicológicos e físicos.
2010 - 2014
Estava tudo ocorrendo normalmente e eu aparentemente cresceria como uma criança normal e fragilizada devido a criação precária em relação ao meu psicológico, pois para minha mãe, só ter comida na mesa bastava, e eu não culpo ela, que pais se importam com a saúde psicológica dos filhos? Se você não é um aleijado, eles não estão nem ai.
Mãe achou que era uma boa ideia por um homem na nossa vida depois que meu pai parou de ser uma opção definitiva. Foi ai que conheci meu futuro padrasto e fruto do meu ódio. Vamos chama-lo de "Merdastro" em homenagem a Chloe.
(Aquela personagem de life is strange, que você talvez conheça)
Meu Merdastro fisgou minha mãe como uma garrafa de farofa atraí uma Piaba. Ela mal conheceu ele e já estava namorando, não demorou muito pra eles se juntarem numa casa só e minha vida virar um inferno.
Como todo Merdastro, ele começou amigável no começo, me tratando como se eu fosse o irmão mais novo dele, afinal ele só tinha 18 anos, era quase a idade pra ser meu irmão mesmo. Mas com o passar do tempo ele revelou sua verdadeira face.
Ele era um filho da puta que implicava por qualquer motivo e que enchia a cara sempre que podia pra fazer confusão dentro de casa, e quando ele brigava comigo, mãe estava sempre do lado dele pra apoia-lo. Isso me feria profundamente pois eu amava ela demais, e vê-la me ignorar para seguir aquele maníaco me fazia ficar muito pistola. Um dia por que eu não parava de chorar devido a ela não me deixar sair de casa, ela resolveu que seria uma boa ideia me bater com uma corda molhada, isso por que meu padrasto me mandou calar a boca diversas vezes e eu continuei chorando.
Talvez para ele não me bater, ela se colocou no lugar. Talvez ela se arrependa, pois ela nega até hoje e diz que eu inventei isso, porém NÃO.
Nesse dia depois de levar uma surra e ficar com as costas marcadas, eu pulei a janela de casa e em seguida o muro, corri pra casa da minha avó em busca de abrigo e mãe foi me buscar logo depois, ela discutiu com meu avô mas logo isso passou batido como qualquer problema familiar comum.
Os anos foram passando e meu padrasto se tornava ainda mais cuzão, eu evitava ficar muito tempo em casa, então eu tava sempre na rua brincando com meus amigos, fazendo o possível pra me divertir antes de ter que encarar um inferno quando voltasse pra casa. Por sorte meu Merdastro era Crediarista então uma parte do mês eu só tinha que aguentar mãe no meu pé, e ela era mais amorosa quando ele não estava por perto, mais calma... É isso que chamam de amor, porra?
Eu aproveitava pra caralho brincando com meus amigos na época, vou chama-los por codinomes pra evitar expor eles.
Eramos cinco no total:
Absorvente
Macaco
Tijela
Hentai
Cachorra
SIM VADIA ESSA ERA MINHA CREW
Iamos pra de trás da casa de Hentai para brincarmos nos cajueiros, que era tipo mato, arvores fáceis de subir, nosso esconderijo e base do "clube", chamemos assim. Naquela época eramos todos crianças burras e ingênuas, passavamos o dia e a noite toda fazendo merda. Já ficamos presos em cima de uma arvore por que um boi ficou em baixo dela e não nos deixou descer. Já fizemos armas com canos e bexigas, essas que atiravam feijão. Lembro de mãe ficar puta comigo por que eu desperdiçada um saco de feijão brincando de "call of duty" na rua com eles, já quase ceguei Macaco com um tiro de feijão na fuça, bons tempos.
Eu poderia contar como conheci cada um deles mas eu acho isso bem chato então vamos de timeskip.
Um ou dois anos depois de tudo isso, meu padrasto chegou bêbado em casa e quis dar uma surra em mãe na minha frente, mas ele estava tão tonto que só quebrou uma mesa de vidro em vez disso. Mãe usou alguma artimanha de mulher (vocês sabem o que é) e conseguiu leva-lo pro quarto, fazendo-o dormir.
Logo depois disso nois dois pulamos a janela e fomos ate a casa da minha avó procurar ajuda. No dia seguinte ele foi preso.
Porém minha alegria durou pouco, mãe retirou a queixa um dia depois. Ela se separou dele depois disso.
Nos mudamos para uma casa diferente e aparentemente mãe havia se tornado uma solteirona cachaceira cheia de amigas piriguetes, essa época foi reveladora pra mim em quesito PUTARIA, pois essas amigas de mãe falavam muita merda e as vezes eu era obrigado a ouvir. Uma delas vendia produtos eróticos, tipo lubrificantes, calcinhas comestíveis e remédios para velhos-casados-broxas poderem levantar o pinto. MEU DEUS COMO ESSAS COISAS (exceto o lubrificante) eram vergonha alheia.
Até ai tudo bem, mãe saia para beber e me levava junto pra todo bar e festa, que eu soubesse ela não se envolvia com ninguém. Por que... ADVINHA, PLOT TWIST: ela ainda gostava do Merdastro.
Uma noite ela resolveu trazer ele pra nossa vida de novo, quando eu implorei chorando pra ela não fazer isso, ela me mandou calar a boca. E subiu com ele pra fazer vocês sabem o que. E eu tive que me contentar com o barulho deles e meu choro de fundo.
Foi nessa época que meu ódio começou a ser cultivado pra valer.
Não acabou ainda, até 2014 tem chão...
Não citei antes, mas um problema me incomodava já fazia um tempo. Eu tinha um tumor ósseo na lateral do meu joelho, ele aos poucos estava me impedindo de ser alguém fisicamente ativo, por "sorte" ele era benigno e não iria se espalhar e me matar. E também por "sorte", era muito raro e ninguém sabia como resolver. O diagnostico foi que eu não poderia retira-lo até parar de crescer, pois iria deixar minha perna maior que a outra. Eu estava condenado a viver com aquilo me limitando por alguns anos, e foi ai que perdi minha única forma de escapar de casa pra me divertir.
Sem poder correr, pular, chutar ou escalar, eu vivia dentro de casa jogando no computador e aguentando os surtos de mãe.
Sempre que eu tentava ignorar meu tumor e correr, eu sentia uma forte dor aguda, como se alguem tivesse acabado de moer meu joelho num triturador. Era horrível e não desejo isso pra ninguém.
Pra piorar tudo, não passamos um ano sem o babaca, e não bastou pra mãe transar com ele escondido, ela resolveu aceitar o pedido de desculpa dele e repensar o relacionamento dos dois.
Ele levou a gente numa pizzaria para se desculpar e pedir perdão. Ele chorou pra gente enquanto prometia melhorar. Enquanto mãe chorava com ele, tudo que eu fazia era observar com um olhar de "Pff, patéticos"
Como eu não tinha opinião ali, Não importava o que eu fizesse, ela iria aceita-lo de volta. Quando eu cheguei em casa depois daquilo eu gritei muito com ela.
Ela me disse: "quando você amar alguem um dia, você vai me entender"
Isso pode ser qualquer coisa, por mais estúpida que seja, mas amor não era. Infelizmente por uma decisão egoista dela, eu seria obrigado a passar pelo exato mesmo inferno de novo.
Mais tarde em 2014
Ano desgraçado né? Espera só.
Algum dia eu continuo isso.
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2020.09.19 21:37 niallwhore Meu ex namorado estragou tudo e esse foi o maior favor que ele já me fez!

Segura que lá vem o textão com meu relato e uma mensagenzinha motivacional pra quem ta sofrendo por quem não te merece. :}
Esse ano eu conheci um rapaz por quem me apaixonei muito. A gente namorou por 5 meses e tivemos um relacionamento extremamente abusivo: ele me acusava constantemente de traição, não queria passar os finais de semana comigo, me agredia verbalmente, era obcecado com instagram e vivia brigando comigo por coisas fúteis relacionadas a redes sociais, não deixava eu ter amigos, não me avisava com antecedência quando ele ia sair pra visitar a amiga dele, sempre brigava comigo, ficava bravo quando eu comprava coisas pra mim, colocava palavras na minha boca, não confiava em mim nunca, ficou do lado do cara que me abusou psicologica e fisicamente - ao invés de acreditar em mim, ele ficava jogando essa história na minha cara como se eu tivesse culpa, além de tudo ele tinha CIÚMES do cara que me abusou. Enfim, comi o pão que o diabo amassou.
Foram 5 meses levando porrada, até que um dia ele desistiu de mim e terminou comigo. A justificativa dele era que eu ficaria melhor sem ele - ao invés de tentar trabalhar as coisas que estavam ruins, ele decidiu fugir. Ele terminou comigo umas 10 vezes enquanto a gente namorava e depois voltava atrás, mas essa última vez eu fui forte, peguei as palavras dele, aceitei o término e não voltei atrás.
Lidar com esse término tem sido extremamente difícil, porque eu ainda o amo demais, eu sinto falta dele todos os dias. Porém, desde que ele terminou comigo eu me apeguei aos meus amigos que se importam comigo, me reaproximei dessas pessoas e aprendi a ser um bom amigo novamente e estar ali pra eles.
Perder o direito de ter amigos quando eu namorei me fez valorizar muito mais as minhas amizades. É muito ruim e assustador não ter ninguém.
Estou passando por maus bocados, mas eu fico muito feliz de ver que não estou sozinho, sabe? De ter meus amigos e minha mãe me apoiando e me fazendo sentir como uma pessoa boa novamente (porque quando eu namorava ele fazia acusações tão graves sobre mim que saí me sentindo o pior monstro do mundo).
É bom demais desabafar com as pessoas próximas e não ouvir como resposta um “fica tranquilo que vai dar tudo certo” ou não me culparem por estar me sentindo mal e brigarem comigo igual meu ex fazia.
Eu estou podendo jogar videogame de novo, e não fico mais triste de passar os domingos sozinho, porque afinal eu estou solteiro, e ta tudo bem. Além de tudo, todo o espaço vazio que o fim do relacionamento deixou, eu estou usando para desenvolver projetos pessoais e profissionais, inclusive tenho uma amiga que ta me apoiando e me inspirando muito a explorar cada vez mais os meus potenciais.
Meu ex se arrependeu muito de ter terminado comigo e deixou claro várias vezes que faria de tudo pra me recuperar. Ele me disse que mudou, que se voltássemos a namorar tudo seria diferente, etc. Por mais atrativo que isso fosse, porque eu ainda o amava (e ainda o amo), eu fui forte e sempre tentava lembrar de tudo que eu fui forçado a deixar de lado porque ele mandou. Sem contar que o fato de ele ter me culpabilizado e me feito lembrar tantas vezes do abuso que sofri foi algo que eu não consegui perdoar.
Enfim, as semanas foram passando e depois de tantos surtos, indiretas injustas sobre mim que ele ficava postando nas redes sociais, entre outras coisas como o fato de ele ter ido brigar com uma amiga minha porque ela deu unfollow nele no instagram e de ele ter seguido um conhecido meu e dado block nele em sequência, as coisas foram acalmando um pouco. Ele parecia realmente estar mudando, e obvio que isso mexeu com meu coraçãozin de gado.
Embora não tivesse sido o bastante pra eu voltar pra ele, foi algo que me fez não querer afastar e tirar ele da minha vida. Eu deixei uma janelinha aberta pra ele entrar, caso se comportasse. E depois de vários dias que a gente estava se dando bem, eu decidi que iria acompanhar ele em um exame que ele ia fazer e ele falou que queria que eu fosse junto.
Eu fui acompanhá-lo e na hora de ir embora, ele disse que queria voltar pra mim e tal. Então eu conversei com ele durante horas com a maior honestidade sobre tudo que eu tava sentindo, e eu concluí a conversa dizendo a ele que se eu realmente sou o amor da vida dele e se ele realmente estivesse mudando, o tempo eventualmente iria mostrar e a gente iria acabar ficando juntos se fosse para ser. Ele disse que estava disposto a deixar o tempo mostrar que ele estava falando a verdade, então embora a gente não tenha decidido se afastar de vez nem voltar, a possibilidade tava ali no ar caso ele quisesse agarrar.
A conversa foi na quarta-feira. Quinta-feira eu segui no instagram um amigo de longa data com quem eu havia perdido contato. Em um plot twist bizarro, meu ex uma duas horas depois desse follow veio querer tirar satisfação comigo referente a este amigo que eu segui. Sendo que a gente tinha conversado sobre como esse tipo de comportamento dele era nocivo um dia antes.
Mano, eu fiquei puto com ele e me permiti surtar e falar o quanto que ele foi invasivo e o quanto essa situação foi fodida. Eu fiquei tão irritado com o que ele fez que não queria mais falar com ele. Ele me ligou algumas vezes durante a madrugada e mandou inúmeras mensagens implorando pelo perdão. Mas eu precisava ficar sozinho pra processar tudo aquilo.
É, galera, quando a gente ta apaixonado a gente é trouxa o bastante pra se decepcionar com a pessoa mesmo ela ja tendo vacilado com você inúmeras vezes antes.
Beleza né, no dia seguinte descubro que ele seguiu outro amigo meu com quem não tenho mais contato no instagram (e meu ex morria de ciúmes desse menino, porque nós já fomos muito próximos como amigos e tinha algumas fotos com ele no meu instagram). Além de ele ter dado follow no menino, eles trocaram vários likes em fotos. Eu vi aquilo e decidi que iria retirar meu ex das minhas redes sociais, eu chorei muito muito mesmo, mas beleza.
Menos de uma hora depois meu ex começou a me ligar de novo e implorar pra eu conversar com ele, porque ele não iria aguentar me perder e que precisava de mim. Eu primeiro tive que mandar uma foto minha chorando pra ver se ele acordava pra vida de que ele foi longe demais e depois fui bem grosseiro ao pedir para ele me deixar quieto. Ele disse que iria me deixar quieto, mas implorou pra eu não sumir de vez e encerrou com um “te amo, até”.
Depois dessa conversa fui conversar com esse meu amigo que ele seguiu no instagram, e o meu amigo disse que tinha conversado com meu ex pra tirar essa história a limpo (pra ver se ele ainda tava namorando comigo e tals) e meu amigo falou que meu ex disse que já tínhamos terminado e ele não queria mais ter nada a ver comigo. Além disso, meu ex falou sobre mim com deboche pra ele, como se o relacionamento tivesse dado errado e acabado por minha culpa.
Bom, gente, eu tinha tudo pra ficar arrasado com isso tudo, porque uns minutos antes o menino tava implorando por mim enquanto ele dava em cima de alguém que eu conheço e já fez parte da minha vida. Ele me acusou de traição durante 5 meses, e quem se provou um grande mentiroso e um traidor do mais baixo nível foi ele. Ontem eu finalmente entendi que ele tentava constantemente me diminuir e dizer que eu sou péssima pessoa, porque na verdade era ele quem fazia tudo isso e ele só estava projetando essas coisas em mim.
No final das contas, embora eu esteja muito triste, eu estou muito grato por ele ter estragado tudo e ter mostrado quem ele realmente é. Imaginem que merda se eu tivesse acreditado nele e voltado pra ele? Fico imaginando quantos chifres que eu levei durante esse relacionamento e fico muito feliz que todo esse abuso acabou.
Eu não estou contente, mas eu estou extremamente satisfeito que estou aprendendo a viver minha vida sem ele e me recuperando de um monte de merdas que aconteceram na minha vida (até antes mesmo de eu ter conhecido ele) ao lado dos amigos que se importam comigo e da minha família. Estou extremamente carente, mas eu nunca vou me submeter a voltar com alguém que me traiu dessa forma e ter esse conhecimento é tudo de bom, é libertador saber que quem mais apontou pra mim é a pessoa que mais fez as cagadas que falava que eu fazia.
Tudo isso pra eu dizer, meus amigos, que tudo bem sofrer por amor. Sua vida vale muito mais que um relacionamento abusivo ou alguém que te ilude. Se você ta malzão ou malzona porque seu amor te maltrata, te humilha, trai ou mente pra você, aprenda a se amar em primeiro lugar porque você tem potencial de fazer coisas incríveis! Onde há vida, há potencial.
Se você ta se sentindo sozinho se apegue aos seus amigos, se não tem amigos se apegue a sua família. Vai conhecer gente nova, às vezes perder uma pessoa nos faz sentir que estamos perdendo o nosso mundo, mas nós ainda teremos um universo inteiro para explorar.
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2020.09.09 04:41 kriskastro Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

Gente, já li de tudo por aqui e adoro os temas sobre relacionamento. Dessa vez chegou a minha vez de desabafar. : PS: Sorry pelo textão, mas é que eu preciso externar um pouco de tudo pra ver se me serve de alguma coisa.
Já não sou mais um adolescente, mas também não chego a ser já um adulto de meia idade; mas tá perto rs. Tenho 27 anos, já beirando os 28. Nunca engatei definitivamente em um relacionamento sério e nem sei se sou preparado para isso efetivamente, serio mesmo. Minha família é meio fudi* sobre relacionamentos. Pais separados, confusões aqui e ali e até pelo que pude perceber sobre os que estão além dos meus pais, digo tios e tias, a situação não é muito animadora ou exemplar. Enfim, sinto até que de alguma forma por não ter bons exemplos ou referências em casa isso de alguma forma pode ter me afetado, me travado, ou até mesmo me ter deixado com um certo nível de ansiedade/panico. Sei lá. Moro com a minha mãe ainda e meu irmão mais novo.
Sou uma pessoa que simplesmente não sai e resolveu viver isolado na sua própria bolha; diria até que com poucos amigos próximos, digamos assim... (sabe daqueles que você pode literalmente contar com eles para o que der e vier? Pois é.). Já sou formado, pago as próprias contas, ajudo até de certa forma a segurar ainda a estrutura financeira abalada em casa. SIM, meu pai era o provedor do dinheiro como toda "família tradicional" brasileira; mas hoje me dia minha mãe já tem a fonte de renda dela que se complementa com a minha. E meu pai acho que ainda ajuda só por conta do meu irmão mais novo mesmo.
Enfim, sinto que o tempo vai passando e passando e a maneira como eu vivo hoje me incomoda. Não quero ter esse papel de "pai provedor" da família que eu ainda não tive, se é que me entendem. Sinto que preciso mudar e sair dessa zona de (des)conforto, mas ao mesmo tempo vivo um dilema entre a responsabilidade para com aqueles que estão comigo e a vontade de construir algo meu, a minha própria história. Agora assim, sair de casa pra (sobre)viver e ficar a ver navios é foda, até pq a vida sozinho é bad trip total. Nessa parte, já quero introduzir o tema o relacionamento que até então são inexistentes; penso que de alguma forma quando você tem alguém que vale a pena você lutar para que as coisas deem certo, e obviamente a pessoa também queira, de alguma forma os dois conseguem encontrar alguma felicidade em meio a tudo, mesmo diante das dificuldades.
Mas vamos lá que já estou é divagando aqui. Sobre relacionamentos: sou uma pessoa extramente fechada. Não saio. Como disse, sou de poucos ou quase nenhum amigo próximo. Não considero conhecidos ou colegas de trabalho como alguém que se pode contar muito, sabe. Obviamente pra não pirar da batatinha, pelo menos cresci aderindo ao hobby de jogar video games pra aliviar um pouco o estresse e até a deprê - na verdade herdei esse hobby da adolescência e acho que os sentimentos meio depressivos também. Tenho ps4 que mal jogo hoje em dia, mas ainda me divirto um pouco no pc com uma galera muito massa no lol kk. SIM. 27 anos jogando ainda League of Legends. Mas voltando... pra piorar um pouco, tenho de certa forma uma atração, ou sei lá um imã, pra garotas que são bem peculiares, digamos assim.
O meu primeiro contato na adolescência que talvez pudesse ter rendido um relacionamento foi com uma garota que conheci no Tinder. Eu deveria ter uns 17 anos mais ou menos. Nem tinha entrado na faculdade. Ela era gata e inteligentíssima, mas não me recordo o nome dela. Sente o drama: depois de semanas conversando e praticamente se descobrindo quase que nascidos um pro outro, ela me revelou que fazia tratamento para câncer e já faziam anos e mais anos na luta. As fotos dela eram de peruca, sabe. Tanto que depois de semanas ela começou a me mostrar as fotos já carequinha. Ela morava no interior e vinha de tempos em tempos aqui pra cidade fazer o tratamento dela. O namorado dela a deixou depois dessa bad trip. Enfim, um negócio pesadíssimo. Quase como A culpa é das estrelas. : O tempo passou, coisas aconteceram, a vida foi entrando numa velocidade frenética. A faculdade chegou, as provas, os semestres, os estágios, a rotina maluca e simplesmente fomos aos poucos deixando de nos falar e eu simplesmente não sei o final dessa história. Mas me arrependo quase que amargamente de não ter ido conhecer ela pessoalmente independente do desfecho.
Na faculdade, me apaixonei por uma garota. Mas nem vou me alongar muito. A thread da facul: depois de anos estudando juntos, me declarei pra essa garota e para minha surpresa uma amiga nossa em comum também fez a mesma coisa. A garota da história é bi e eu tinha total consciência sobre isso, mas só fiz o que meu coração mandou. Enfim, esse negócio não foi nem pra frente e nem pra trás. Nem eu e nem a nossa amiga em comum ficou/namorou essa garota. Mais uma vez o tempo foi passando e passando... até que terminei a faculdade e até onde tive notícias, hoje a garota que eu era apaixonado está namorando um cara aí. Enterrei esse amor e deixei o tempo cumprir o papel dele. Aconteceram outras coisas na faculdade também entre eu e uma outra miga, mas nem vou comentar pq não vem ao caso, simplesmente não era para ser e pronto e o pior é que até transa sem camisinha rolou kk #medo, mas calma que teve pilula e teste após isso. Então, nada de filhos não programados. Amém.
Após a facul e agora sim em um tempo mais recente. No trabalho, há uns dois anos atrás descobri que uma garota era perdidamente apaixonada por mim. Isso era novidade pra mim que já estava acostumado só com amor não correspondido, mas o drama aqui é que eu simplesmente não sentia a mesma coisa por ela. Olha só que ironia, não? Isso é foda, pq eu sabia como era gostar de alguém e isso não ser recíproco. Mas enfim, a garota foi demitida e com a demissão acho que foi-se qlq esperança de se construir algum amor - isso para os que acreditam que esse trem é construído tijolinho, por tijolinho. Eu só simplesmente não sei como funciona, desculpa.
Há seis meses atrás ou até mais, meu coração resolveu bater mais forte por alguém mais uma vez. Mais uma coisa que simplesmente não sei o pq diabos acontece, mas já aceitei que a vida é assim. Ela é uma colega de trabalho. O tempo passou, ficamos íntimos, conversamos muito, mas muito mesmo sobre absolutamente tudo. Literalmente tudo. A pandemia chegou e até hoje estamos de home office :p. O drama aqui é que eu resolvi me declarar para ela. Abri o jogo. Coloquei as cartas na mesa e joguei para ver o que iria dar. Como resposta tive um surpresa e um desagrado ao mesmo tempo. A surpresa foi em saber que ela se preocupa comigo tanto quanto eu me preocupo com ela, mas amigos... o sentimento que temos um do outro é bem diferente. Infelizmente! Ah e o drama aqui não vou entrar em muitos detalhes, mas a thread só não chega a ser pior do que a minha primeira história e a segunda. Talvez seja pior que a segunda. Envolve uma infância bem conturbada da parte dela, abusos do pai e até relacionamentos abusivos de ex. Mas como disse, não vou entrar em detalhes. Enfim, essa semana tive a noticia de que ela está com um cara ai e é isso, amigos. Mais uma vez quebrei-me em mais um monte de pedaços antes mesmo de saber o que é um relacionamento.
Agora assim, sabe o que é o pior de tudo? A sensação de baixa-autoestima que você acaba criando e acho que até uma certa ansiedade/nervosismo ou sei lá o que. Um sentimento quase como: qual é o meu problema? Será que eu não sou uma pessoa interessante? Estou fora do padrão do que costumam encontrar por ai? Enfim, neuroses que nem vale a pena perder tempo pra não cultivar bad trips. O tempo só vai passando e não há nada que eu possa fazer a respeito a não ser aceitar que as coisas são como são e pronto. E que simplesmente não sirvo para relacionamentos. Talvez isso me conforte de alguma forma.
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.07.23 20:21 sugarparkjm Sobre ser gorda e ter hernia de disco

Olá, esse é meu primeiro post e estou aqui para fazer um desabafo sobre meu peso ao longo dos anos. Vou tentar resumir alguns acontecimentos. Esse post poder ter algum tipo de gatilho para certas pessoas(?)
Eu sempre fui gordinha a minha infância e adolescência toda, mas no primeiro semestre de 2009, quando eu tinha 16 anos, eu decidi que iria mudar antes de entrar na faculdade. Eu fiz uma dieta rigorosa, inclusive tinha cortado todo os tipos de carne da minha dieta, comia o mínimo possível e fazia caminhadas todos os dias. Eu consegui emagrecer o bastante para entrar dentro do "IMC normal", mas ainda sim não me achava magra. No segundo semestre de 2009 eu entrei para a faculdade de TI e arrumei um namoradinho lá. Eu continuava com a dieta até que um dia (outubro de 2009) eu desmaiei depois que voltei de uma caminhada, minha mãe me levou no médico, fizeram exames de sangue, mediram minha pressão, glicose etc. e o resultado foi: anemia e pressão baixa. Quando voltamos do médico minha mãe me obrigou a comer carne novamente, e desde esse dia eu voltei a comer "normalmente", pois ficava com medo da minha mãe me internar (ela tinha feito essa ameaça caso eu não voltasse a comer normalmente).
Em 2010 eu percebi que tinha voltado a ganhar uns 2 ou 3 kgs... Eai eu decidi que iria fazer algum tipo de exercício físico de alta intensidade, foi então que eu entrei pro karatê. Eu confesso que eu era viciada no karatê. Eu ia para os treinos TODOS OS DIAS. De segunda a domingo. Isso manteve o meu peso estável, mesmo eu comendo muito. Eu nunca fui de comer mal, besteiras e coisas do tipo. A questão aqui é eu sempre comi muito, desde criança.... Treinar karatê me fez ficar com o peso estável por todo o tempo em que eu pratiquei. E também me fez adquirir músculos e ter um corpo bonito.
Eu treinei karatê fielmente, do ano de 2010 até 2013. Eu era muito boa mesmo. Cheguei a pular da faixa branca para a vermelha, fui aluna destaque, ganhei campeonatos, viajei o Brasil por causa do karatê. Eu tinha amigos lá, e também cheguei a namorar um faixa preta no começo de 2012. Esse cara que eu namorei era muito manipulador, e eu descobri que ele me traia também. Mas eu perdoei e continuei namorando com ele. Ele foi o meu primeiro namorado que tirou minha virgindade e eu achava que iria casar com ele. Ele tinha hábitos alimentares horríveis e acabou que eu comecei a comer as mesmas besteiras que ele comia.
Em 2013 eu comecei a fazer academia. E eu lembro que um dia, ao trocar o treino com um dos instrutores (ele não me acompanhava, só estava lá para passar novos treinos), eu perguntei quantos kgs de peso era pra colocar no aparelho para fazer o agachamento Smith, e ele disse uma quantidade que agora não me lembro exatamente, mas sei que quando eu comecei a fazer o exercício eu percebi que era peso demais, eu logo falei pra ele que tava muito pesado e ele me olhou de cima a baixo, e disse pra eu deixar de ser frouxa e que eu aguentava. Eu fiz o exercício morrendo de dor na lombar e no joelho, e com certeza de forma errada, mas o instrutor não me corrigiu ou me auxiliou. Depois desse exercício não aguentei fazer mais nenhum outro e fui para casa. Depois desse dia minha lombar e meus joelhos nunca mais foram os mesmos. Eu parei de ir na academia e fiquei só no karatê, mas meu desempenho no karatê também diminuiu porque certos movimentos fazia minha lombar e meus joelhos doerem.
Me formei na faculdade no 1º semestre de 2013 e comecei a trabalhar em julho e com isso foi ficando mais difícil ir pro karatê como antes. Além de chegar cansada do trabalho, eu também tinha dores na lombar constantemente. E eu tinha voltado a engordar de novo. No final de 2013 eu já estava com 70 kgs, tinha praticamente largado o karatê, tinha dores na lombar recorrentes e estava num relacionamento infeliz. Nesta mesma época eu conheci meu atual marido (vou chamá-lo de M) pelo Facebook. Nós já tínhamos conversado antes, anos atrás, mas não tinha dado em nada.
No começo de 2014 eu fui no meu último campeonato de karatê e terminei esse meu relacionamento com o faixa preta e comecei a sair com o M. Depois desse campeonato eu nunca mais fui aos treinos de karatê (evitava também pra não ter contato com o faixa preta), e também não malhei mais em nenhuma academia. Eu fazia caminhadas com o M ou então andávamos de bicicleta.
A vida foi ficando mais corrida e eu tinha cada vez menos motivação/ animação para atividades físicas. Fui num ortopedista para ver a situação da minha lombar e dos joelhos. Em no final de 2014 fui diagnosticada com protusão (abaulamento) discal com compressão do nervo e condromalácia patelar.
Depois de 2014 a minha vida foi a mesma coisa: vai no médico, faz fisioterapia, melhora, faz atividade física, piora, ganha peso, vai no médico, faz fisioterapia, faz atividade física, piora, ganha peso… Eu passei muito tempo indo parar na emergência do hospital para poder tomar remédio na veia para dor. Fiz muitas sessões de fisioterapia. Comecei e parei exercícios físicos várias vezes durante esses últimos anos… Atualmente eu não como tanto como eu comia como quando eu estava no karatê, mas eu tenho ansiedade também e algumas vezes isso provoca uma compulsão alimentar lascada.
Acontece que atualmente eu já estou com quase 100 kg, o problema da minha lombar evoluiu para uma hérnia de disco com compressão do nervo, o que faz doer constantemente e piora muito quando eu estou estressada. Já perdi vários dias de trabalho por causa desse problema e eu sei que estar gorda piora e muito a situação. Eu sempre ouço dos médicos que eu tenho de emagrecer para não sobrecarregar os joelhos e melhorar (pelo menos um pouco) a dor na minha lombar. Mas eu não consigo mais emagrecer. Eu engordei 20 kg a mais do peso que eu estava em 2009 quando fiz a primeira dieta.
Ao longo dos anos eu tentei uma serie de dietas, eu emagrecia, mas depois de alguns meses voltava a engordar de novo e mais ainda. A anemia que eu desenvolvi em 2009 sempre volta de tempos em tempos. Desde aquela época meus níveis de ferro e hematócrito são baixos. Meu emocional também foi muito afetado nesses últimos cinco anos, sofri uma serie de problemas no meu relacionamento e traumas. Só de imaginar as dores que eu vou sentir quando fizer algum exercício físico já me desanima o bastante para extinguir a minha vontade de sair da cama.
Atualmente só de ficar sentada por mais de 30 min minha lombar já começa a doer (igual está doendo agora ao escrever esse desabafo). Eu me sinto horrível ao me olhar no espelho. Eu tenho compulsão alimentar e ansiedade. Eu não tenho o mínimo ânimo para fazer exercícios físicos. Eu sinto dor diariamente. Eu sinto falta do karatê. Eu sinto falta do corpo bonito que eu tinha.
Meu marido já deixou claro sua preferência em ver mais magra. Ele acha ruim quando eu como algo não saudável (e eu concordo que eu não deveria comer comida não saudavel, mas algumas vezes eu não consigo evitar, o que gera a situação deu comer escondido). Algumas coisas eu como para me sentir feliz ou como quando estou ansioda. Mas logo em seguida eu me sinto extremamente culpada ao comer. O que ocasiona em crises de choro logo após comer. Quando eu não choro eu fico com raiva de mim mesma, sempre seguido de angustia e tristeza. Meu emocional parece que está sempre numa montanha russa. Altos e baixos a cada simples acontecimento.
Eu fico pensando que ficar magra vai me tornar feliz...
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2020.06.25 08:07 ImLue O pior sentimento é o amor, porém ele também é o melhor

Você já se pegou bisbilhotando fotos de alguma pessoa no Facebook, whatsapp ou algo assim pra admirar a beleza? A beleza te fisgou muito?
Vc descobre que a pessoa tem um único ponto em comum com você, ela também gosta de ir a praia. Isso é o suficiente pra vc puxar um papo e falar sobre viagens, festas e tudo que o mundo pode dar. E de repente, vc está apaixonado e namorando com uma pessoa bonita e que gosta de praia, assim como vc gosta.
Vcs vão para a praia ao menos uma vez no mês, quando dá, um fim de semana sim e no outro não. Até que um dia ela diz que não quer ir para a praia.
Vc não entende de primeira e acaba se afastando, mas logo busca saber o porquê. Ela diz que simplesmente enjoou. Você então, se vê enganado, como um caranguejo preso num covo e se obriga a não gostar de praia, mas vc não sabe que está se obrigando, o amor mexe os fios e vc dança como uma marionete nas mãos dele.
Vc vive o resto da sua vida odiando a praia assim como ela, e nos últimos dias da sua vida, quando vc está bem velho, assim como ela, quando não vê mais a beleza nela, quando não transam mais e nem conseguem entender direito o que o outro fala por conta da idade, sente uma vontade enorme de ir a praia que tanto odiava e vc agora nem sabe ou nem lembra mais porquê.
E morre incompleto, tentando ser completo durante a vida toda, dependendo de um amor que vc mantinha tão fino, amando ela com poucos detalhes e pouca verdade, apenas engano.
Eu terminei um relacionamento faz alguns meses e sinto muito a falta dela. Terminei pq ela brigava muito por conta das nossas diferenças, mas mesmo depois de tantos meses eu sinto a falta dela e não sei dizer se realmente a amo, se nossas diferenças fazia o amor ser verdadeiro ou se estou sendo enganado pelo amor, que é um sentimento maligno, que te mata de felicidade e tristeza, no mesmo dia.
Obs.: Nunca fui à praia e odeio festas.
Edit: duas palavras
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.06.13 01:43 OneTickEat Minha ex está me chantageando

Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo, e nem sei como lidar.
Vou explicar a história. Eu acabei com a minha ex no começo do ano passado, principalmente por motivação dela. Tínhamos ficado juntos por alguns anos e, mesmo depois de terminarmos, ela era uma pessoa que eu tinha em alta conta.
Ela chegou a mostrar que queria voltar, mas não voltamos. Eu me formei, voltei pra minha cidade natal, e comecei a aplicar pra projetos no exterior. Conheci uma menina nova que é importante pra mim. Enfim, estava tocando meu barco.
Eu ainda mantia contato esporádico com a minha ex. Perguntei uma vez como ela estava na quarentena, etc. etc. Por uma questão de mínimo respeito e amizade.
Daí chegou a semana em que eu ia fazer minha primeira entrevista para um doutorado no exterior. O meu maior sonho nunca esteve tão próximo de se realizar. O resultado dessa entrevista seria capaz de alterar todo o curso da minha vida. Passei os três dias que tinha imerso no inglês, ouvindo podcasts, assistindo filmes sem legenda e lendo livros pra poder ficar com a língua bem fluente. Não podia falhar em nada.
No último dia antes da entrevista, minha ex mandou a mensagem: "você está namorando?". Imediatamente eu fiquei chateado. Sabia que vinha confusão pela frente, e a última coisa que eu precisava era que algo abalasse meu emocional. Pra acabar a conversa ali, eu disse "olha, você ainda mexe muito comigo, e eu estou lidando com coisas muito importantes no momento".
Eu quis ser vago e acabar a conversa. Também não ia dar explicações sobre a minha vida amorosa, afinal não tem nada a ver com ela. Mas hoje, no dia dos namorados, ela me manda o print dessa conversa. E diz:
"Já falou pra sua namorada que eu mexo muito com você? Antes de sair vou pensar sobre o que fazer de bom com isso"
Ela me chantageou. E eu não consigo nem conceber o tamanho da maldade que passa por uma pessoa que faz algo do tipo. Eu não me preocupo com ela mandar o print pra quem quer que seja, afinal não tenho problema nenhum em dizer que ela mexe muito comigo: me causa TRISTEZA.
Mas o que mais me causa tristeza é uma pessoa com quem eu já tive um relacionamento descer num nível tão baixo e ter a intenção de fazer o mal contra mim. Eu não entendo, e nem consigo lidar com isso.
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2020.06.06 03:14 luccas373 Acho que sofri racismo (ou quase) num relacionamento.

Há uns anos atrás, quando estava na faculdade, conheci uma pessoa que passei a ter um namoro por uns 6 meses. O relacionamento acabou há 3 anos, mas agora lembrando bem, vejo que certas coisas que se passaram eram um tanto quanto racistas (ou quase).
Não quero acusar a pessoa de ser racista, ainda mais porque ela foi muito importante para o meu crescimento pessoal. Só que andei revendo a situação hoje, mais maduro e sem sentimentos envolvidos e cheguei a conclusão de que ouve alguma coisa meio racista na época.
Gente, para deixar claro, sou uma pessoa negra e estive namorando uma pessoa branca.
Bom, estávamos sempre juntos porque éramos da mesma turma. Sempre voltávamos para casa juntos no mesmo transporte público e nunca tivemos brigas, o problema era quando chegávamos no bairro onde ela morava, lá ela mudava completamente o comportamento, de alguém carinhosa para alguém bastante apreensiva. Ela dizia que não era legal a gente andar de mãos dadas e nem se beijar porque alguém conhecido poderia nos ver. Na época eu aceitava essas desculpas porque achava que ela era uma pessoa tímida ou reservada. Quando estávamos juntos em outros bairros, andávamos de mãos dadas e nos beijávamos com frequência em público, a maioria das vezes por iniciativa dela.
Íamos com frequência ao cinema e era lá que ficávamos mais a vontade e namorávamos bastante. Era meu primeiro relacionamento e estava bastante inseguro, querendo ser o melhor possível.
Nunca a vi como uma pessoa de raça diferente, só gostava dela por ser ela e só, mas é claro que algumas pessoas nos olhavam torto mas eu nunca liguava, também pensei que ela não ligava para isso também.(Será que ela se incomodava?)
Alguns dos momentos que ela mais ficava apreensiva era quando a mãe dela resolvia encontrá-la na volta da faculdade, justo no momento que eu estava perto, mais uma vez ela mudava completamente, seu olhar ficava até assustado. Não sei se a mãe dela ficaria irritada ao me ver e chegar a conclusão que estávamos namorando e “proibir” a gente de se ver ou coisa parecida. Tínhamos até codinomes no WhatsApp para a família dela não saber que estávamos em contato, mas eu não ligava, achava que era alguma coisa particular dela, não sei.
Lembro que ela tinha me contado que os pais dela eram descendentes muito próximos de portugueses e acho que ela sentia um certo orgulho nisso.
O relacionamento foi se desgastando com o tempo, pensávamos de formas diferentes. Bom, ela meio que “afanou” algumas das minhas coisas depois que terminamos e depois disso nunca mais trocamos uma palavra.
Nos víamos na faculdade e pouquíssimo tempo depois ela já estava namorando com outra pessoa, agora branca, que sem muita demora já estava nas fotos com a família dela.(Não me entendam mal, só acho bastante engraçado nós estarmos juntos por 6 meses e nunca ter pisado na casa dela e a outra pessoa com menos de duas semanas já estar com a toda a familia). É claro que ela pode levar quem quiser a sua casa, a outra pessoa poderia ter mais conexão com ela ou coisa parecida.
Não acredito que ela era uma pessoa racista, só acho que ela não tinha coragem suficiente para contar aos pais sobre mim ou parar de se importar com o que os outros vão pensar sobre ela a respeito de com quem namora.
Acho que namorar alguém que não era bem aceito pela família era demais para ela suportar. Nós éramos bem jovens e imaturos e isso era fator que mais pesava na época.
Não tenho raiva dela, só fico impressionado como essas coisas ainda são tão presentes hoje em dia. Gente que tem que esconder quem é por medo de como os outros vão pensar. Pensando bem isso é bem comum né.
Escrevi o relato pois queria contar isso a alguém e quem sabe tirar alguma outra conclusão que não me veio ainda.
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2020.05.27 08:01 jotaporque primeiro amor verdadeiro, namorada, e relação sexual...

Meus caros, venho aqui na tentativa de não chorar contar brevemente o que estou passando.
Eu namorei uma garota por 1 ano e 3 meses, sendo que somente 7 meses depois de nos conhecermos ela falou para os pais, ela sempre quis manter isso discreto durante esse tempo, nao podíamos segurar muito a mão na rua, ficar em lugares muito abertos, eu só via ela uma vez por semana e as vezes nem isso, pois sempre que os país saiam ou ela tinha um compromisso ela ia e eu ficava só, a nao ser em uma festinha, quermesse, etc. Porém detalhe, ela só contou para os pais dela após ela terminar comigo dizendo que nao era uma pessoa pra namorar, mas mesmo assim me amava, e 1 semana depois veio atras de mim pedindo pra voltar alegando que nao via a sua vida sem mim, etc, obviamente eu apaixonado, voltei e namoramos "normalmente" após isso; ao mesmo tempo quero ressaltar que eu fui bastante insistente neste tempo pedindo para ela contar para os pais, eu coloquei um pouco de pressao, estava doido pra namorar de verdade com ela, não fiz por mal.
Sempre fui romântico clichê, fofo, um toque de melosidade, e eloquente no modo de tratá-la, havia um brilho nos meus olhos quando olhava, porém eu nunca vi o mesmo brilho em seus olhos, tenho a impressao de que ela nao conseguia nem olhar por 1 mimuto em mim sem desviar o olhar. Ela desde o começo falava para eu não fazer dela o meu mundo, porém eu fiz, pois ela sofria com baixa autoestima, inseguranças, medo, e eu sempre apoiei (durante aqueles 7 meses) e dei 100% de mim à ela.
Enfim, depois do primeiro término eu percebi que ela era uma pessoa extremamente orgulhosa ao ponto de as vezes só pedir desculpas quando eu pedia também, nao somente isso como eu tinha que pedir pra ela dar desculpas também. Percebi que ela não me priorizava quanto eu priorizava ela, eu nunca deixei de ficar uma semana por compromisso ou rolê meu, até com meus pais eu chegava a desmarcar, que numa discussão ela quando ficava estressada simplesmente sumia e me deixava de mãos abanando querendo resolver o problema, até eu pedir desculpas, e no maximo se eu desse gelo ela falava "vai ficar por isso mesmo?". Percebi que ela menozpresava meus sonhos, e que em quase todas as situações acima ela falava uma das 3 coisas como justificativa, que eu estava impondo e ela nao gostava disso, que eu estava jogando na cara erros do passado, e erros em geral, e que eu estava querendo mandar ou mudar ela, e falava "esse é o meu jeito".
E é ai que começei a pedir para ela mudar (na verdade até antes pedia mas nao era tanto motivo de briga assim, enfim, daí o motivo das brigas), e ela mudou do começo para este ponto, pois começou a fazer o mínimo, que seria demonstrar, mas ainda sim pedia pra ela ser mais recíproca, pra ela me escutar mais, me respeitar mais (houve uma vez que ela falou na minha cara que nao se sentia protegida por mim), pra ela me priorizar mais, pra ela parar de ser orgulhosa, enfim eu forcei a barra nesses quesitos, mas era por que eu me sentia infeliz com as atitudes dela em relação à mim, e como eu amava muito ela e estava apaixonado sentindo uma coisa indescritível, uma paz, não queria perder ela. Quero ressaltar que depois de todas as brigas, conversávamos pessoalmente, e ela chorava e dizia que iria mudar e que nao queria me perder, que me amava e me abraçava, isso quando estavamos a ponto de terminar, dizia que ia mudar, mas não mudava, eu acho que sou muito exigente tambem, não sei ao certo em o quê acreditar.
Eu fiz erros sim, fui realmente mandão, abusivo, chantageador e joguei na cara algumas vezes, fiz mal algumas vezes, mas eu sempre fui bom, toda vez que ia na casa dela eu levava uma florzinha, talvez um chocolate, fazia uma declaração, demonstrava querer ver ela toda semana, todo dia, perguntava do dia, dos planos, eu literalmente caçava ela. Portanto acho que meus erros foram, idealizar, amar e querer ser amado e cobrar demais, assim me demonstrei frágil, desgastei, cansei.
Bom para finalizar a ópera, eu não sei como terminar, só sei dizer que têm 2 meses que terminamos, ela fazia coisas por mim também, mas só em datas comemorativas como mês-versario de namoro, meu aniversário, ou quando fomos a praia juntos. Eu não sei em o que acreditar, se ela me amou, ou nao amou tanto que eu pensei, ou não me amou de verdade.
O termino ocorreu de forma muito ruim, 2 semanas antes do término tinhamos ficados 2 semanas sem se ver, por que ela ia em uma festa com a familia e uma formatura, e eu na minha rotina, numa terça tive que dar um puta corre para podermos se ver, comprei vinho barato, foi um super dia legal. Porém depois eu iniciei a discussão, sobre ficar 2 semanas sem se ver, que a minha rotina é apertada, propus nos vermos de semana, e o fim de semana ela tava livre pra ir com os pais (o que custava me chamar para ir junto? ou não ir uma vez ou outra? formaturau até entendo, pois era do melhor amigo dela), ela resistiu como sempre, falou e falei coisas que não lembro, só lembro que ficamos 2 dias discutindo e inclusive fizemos 1 ano e 3 meses discutindo, e ela falou "olha essa discussao tá apontando pra uma coisa e você sabe qual é", e eu lembro que prometi pra mim mesmo que a próxima vez que ela me ameaçasse de término ou que chegasse num ponto de quase, que eu iria terminar, dito e feito, terminei alegando nossas diferenças como principal ponto.
3 dias depois ela tentou voltar comigo falando para mudar por definitivo, eu falei que deveriamos esperar para o "dia da conversa" para decidir nosso futuro, porém numa terça ela me chama e fala que quer decidir já, eu falei que achava melhor continuar assim, entre outras coisas, ela nem relutou, não falou nada, só falou "concordo contigo". O ponto é que uns 3 dias depois eu mudei minha opinião e tentei voltar, ela falou que não, que não quer mudar, que nao queria passar por tudo aquilo de novo, tentamos manter contato depois disso mas só lembro que falamos coisas muito ruins uns para os outros, inclusive ela falou que eu destrui o pscioclogico dela com proibições (sendo que eu nunca proibi de nada), cobranças (okay, isso talvez mas eram coisas tão simples, eu acho), e comentários (eu nunca falei mal dela, nem de qualquer modo no relacionamento), e eventualmente paramos de nos falar em questão de 1 semana e meia. Foi quando eu descobri que 2 semanas após o término ela já estava falando de namoro com uma pessoa numa rede social (eu tinha bloqueado ela), e que inclusive postou seu número de celular no meio da rede social, fiquei insano e descarreguei muito ódio e energia ruim nela, mas não xinguei, e também pedi todos os presentes que dei pra ela de volta, até de aniversário, a aliança, o potinho com coisas fofas, uma meia, tudo, peguei todas as roupas que ela me deu e devolvi também. Enfim ela me bloqueou, peguei as coisas de volta, coloquei em um saco as coisas que eu dei pra ela e as coisas que ela me deu (potinho, desenho meu, etc) e martelei tudo e postei em um status. Após isso me senti muito mal, pedi desculpas à ela, e até agora nao nos falamos mais, inclusive estou até namorando uma menina nova, pois já que ela estava com papo torto, eu também decidi estar, e o meu deu certo aparentemente, mas não 2 semanas depois.
Desculpem o texto longo, mas eu não sei o que sentir, ao mesmo tempo me sinto culpado por ter desgastado ela pedindo, manipulado (por sexo, o qual nos dávamos muito bem, e mentalmente), não amado, que vivi uma mentira, remorso, ódio, amor, perdão, hipócrita, sujo, que coloquei muita expectativa, que na verdade estava tudo bem e eu estava problematizando e reclamando de tudo, eu só queria a mesma intensidade que eu estava tratando ela.
Eu não sou uma pessoa ruim, sempre tentei ser a melhor versão de mim, me deixa muito mal ver que tive determinada reaçao, atitude, não quero ser odiado pela pessoa que mais amei, só queria ser feliz. Mas ao mesmo tempo fico mal de ver que fui tratado mal e não recebi o que eu merecia.
Eu estava tão apaixonado, e eu simplesmente nunca consegui saber ao certo se ela também estava da mesma forma com o fogo dentro de si, levando a sério o namoro e pensando junto comigo, talvez por puro orgulho, mas nem isso eu tenho como saber direito pois aparentemente ela não se conhece tão bem quanto eu a conheço.
Quero poder um dia chamar ela na praça, e simplesmente dar, e receber o perdão, deixar as coisas bem resolvidas, talvez, tentar de novo com uma cabeça mais madura, um abraço reconfortante, um beijo longo, um olhar fixo, sem ódio ou amargura, nunca fui de fazer mal à alguém.
De uma coisa eu tenho certeza, eu senti, todos os sentimentos possíveis com alguém, um caminhão de sensações passou por mim, não sei se foi a mesma coisa com ela.
Quem leu até aqui muito obrigado, eu sou novo no reddit e ao escrever esse texto eu estou melhor, coloquei um pouco meus pensamentos e indagações em ordem.
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2020.03.28 21:58 Inevitable_Speaker Eu não aguento mais o meu casamento

Boa noite a todos. Como o título já disse, eu sou casado e estou passando por um momento bem difícil no meu relacionamento. Três anos atrás eu me mudei para a Alemanha para trabalhar aqui, e na época eu estava namorando a 6 meses com a minha atual esposa. Eu não sabia se ia ficar permanentemente aqui, já que tinha um contrato de 1 ano de duração, mas planejava trabalhar bastante para poder me estabilizar por lá nesse intervalo. Eu não tinha muita certeza sobre o futuro do relacionamento na época, pois era bem recente e nunca tinha tido um relacionamento a distância antes. Conversamos (e brigamos) bastante sobre nosso futuro juntos, e acabei dizendo que deveríamos terminar - já tínhamos tido alguns atritos nesses 6 meses, e não achei que o relacionamento a distância ia ser melhor. Ela reagiu muito mal a isso, chegando a me fazer ter medo dela acabar fazendo algo contra a própria vida. Acabei voltando atrás, e decidi que poderia dar uma chance ao relacionamento à distância, e tentar desenhar um plano para estarmos juntos novamente no futuro.
O emprego que eu consegui era um estágio, e o salário dava pra eu me manter, mas não o suficiente para viver com muito luxo. O plano era conseguir alguma experiência por aqui, uma boa recomendação e então conseguir um emprego "de verdade". Decidimos que ela ia vir pra cá com um visto de estudante, depois que eu tivesse condições pra bancar ela. Nós juntamos todo o dinheiro que podíamos pra tornar isso possível. Nenhum de nós veio de família rica, então só podiamos contar com nossa própria renda pra juntar o suficiente pra passagem dela, custos de visto, calção pra um apartamento onde pudéssemos morar juntos (tinha que ter um tamanho mínimo por lei pra duas pessoas morarem nele), do curso de alemão que ela iria fazer. Nós dois fizemos mudanças bem sérias nas nossas vidas, e abrimos mão de bastante coisa, pra manter esse plano. E eu acho que ter isso como meta me ajudou bastante a me manter focado e não me deixar abater pelas dificuldades de ser um imigrante trazem.
Nesse intervalo de um ano, nós continuamos brigando com uma frequência mensal. Cheguei a querer terminar o relacionamento mais uma vez, no auge da pressão que senti do trabalho, brigas e preocupações financeiras. Mas tudo isso que nós dois passamos juntos me fez sentir um senso de dever com ela - ela tinha feito sacrifícios do lado dela também, e apesar de ainda estar no Brasil, eu sabia que ela não tinha ninguém com quem contar. O trabalho dela era exaustivo e pagava mal, sua família era tóxica e ela morava num bairro perigoso de uma cidade cada vez mais violenta. Eu senti que precisava tomar conta dela, porque ela também tinha me ajudado a me manter são aqui. Então, aceitei reatar com ela e decidi que era a última vez que faria algo assim. Eu queria trabalhar no nosso relacionamento e tentar encontrar a raiz dos nossos problemas. Depois de um ano na empresa, fui efetivado e comecei a ganhar bem o suficiente pra sustentar a nós dois aqui. Seguimos conforme o planejado, eu consegui um apartamento e ela veio pra cá com um visto de turista, para aplicar pro visto de estudo aqui. Por causa de burocracia e falta de entendimento nosso do processo, o visto dela foi recusado. O visto de turista dela ainda ia durar por mais 1 mês e meio. Eu tinha me preparado pra esse cenário mentalmente, e vi duas possibilidades pro futuro: Aceitar que tinhamos calculado mal nossos passos, e deixar ela voltar pro Brasil, sem emprego, para poder tentar novamente depois de pelo menos 6 meses; ou eu assumia a responsabilidade que tinha com aquela mulher e nos casávamos, fazendo com que ela compartilhasse do meu visto. Obviamente eu escolhi o segundo, porque eu sou um idiota. Nossa vida de casado tem tido seus altos e baixos. Nós evoluímos bastante como casal desde o início do nosso relacionamento, mas nós pulamos várias etapas quando casamos de forma tão repentina. Eu nunca tinha dedicado meu tempo a pensar no que eu desejava numa esposa - numa parceira pra vida inteira. Muito dos nossos planos pro futuro são extremamente incongruentes - eu gostaria de ter filhos nos próximos dois anos, ela não os quer por pelo menos 8. Ela quer morar numa cidade grande, eu quero ir pra um lugar mais sossegado. Ela quer continuar na Alemanha, eu quero ir pro Canadá. Nossa vida sexual também tem sido um lixo. No início do nosso relacionamento, tínhamos uma química muito boa na cama, mas isso mudou depois que ela se mudou pra cá comigo. Não sei se foi a falta de sexo por 1 ano que nos deixou enferrujados, mas desde então poucas foram as vezes em que fiquei realmente satisfeito (e tenho certeza que o mesmo vale pra ela). Isso têm causado um mal estar grande entre nós dois, e ela me culpa bastante por isso, o que me irrita e acaba causando mais discussões.
No momento em que escrevo isso, ela está se recuperando de uma inflamação no útero (que ela já insinuou ser minha culpa),e portanto estamos a quase um mês sem sexo de nenhuma forma. Não me sinto motivado a buscar nada sexual com ela, sinto como se essa parte de mim estivesse morta. É um sentimento horrível. Ultimamente até as demonstrações de afeto dela como beijos e abraços me causam um pouco de repúdio por vezes. Talvez a falta de espaço pessoal trazida pela quarentena tenha aumentado isso. Tivemos outra briga por causa de algo menor a uma hora atrás e estamos sem nos falar desde então. Prevejo que isso vá se estender pelo resto da noite. Não é isso que eu quero pro resto da minha vida, mas tenho dificuldade em saber como agir com ela ultimamente.
Obrigado por me ouvir, se você chegou até aqui.
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2020.01.24 13:39 drdova Ainda gosto da minha ex

Olá pessoal, estou tentando já há algum tempo escrever esse post, finalmente chegou a hora certa... provavelmente vem textão, então pega uma água e senta aí, tentarei deixar o texto bem escrito para que a leitura fique agradável.
Tive uma história muito linda de relacionamento, namoramos por quase 7 anos e infelizmente terminamos em Maio do ano passado, eu quem terminei. Nós não chegamos a ficar brigados, mas nos machucamos muito. Hoje tenho 23 anos, ela tem 21. Deixamos de nos falar em agosto do ano passado. Cada um passou a viver sua vida, ficar com outras pessoas e etc.
Acontece que semana passada, mandei uma mensagem pra ela dizendo que ela tinha sumido, não tinha dado mais notícias e etc, ela visualizou e não respondeu. Bem.. achei que nesse momento ela não falaria mais comigo, até que no outro dia ela me liga. Ela diz que sumiu porque preferia assim, disse que não era bom estarmos nos falando, nem trocando mensagens, mas começou a perguntar de mim, se eu estava bem, por onde eu andava, o que fazia, até que me perguntou se eu ainda gostava dela e eu disse que a amava, ela respira fundo, eu de fato compreendi que ela gostou da notícia, que gostou de saber que eu ainda sinto algo por ela, perguntei se ela gostava de mim ainda, ela fez um monte de arrudeios e não respondeu minha pergunta, disse que precisava desligar o telefone e que não era pra eu falar mais com ela. Falei que tudo bem, mas que eu queria ver-la como amigo, que queria sentar um tempo, rir, conta histórias da minha vida e etc. Ela desligou.
Na sexta feira da semana passada, aparece uma notificação no meu snapchat que ela estava digitando algo para mandar pra mim, sendo que não recebi nenhuma mensagem. Na terça e na quarta feira dessa semana aconteceu a mesma coisa, ambos os dias aparece uma notificação de que ela estava escrevendo algo, mas nenhuma mensagem chegou. Então, ontem (quinta-feira) ela posta uma foto no snap (claramente para eu ver, porque ninguém usa mais snapchat e ela NUNCA posta algo lá, faz anos que ela n posta foto nesse AP) , eu respondi dizendo que ela estava muito linda, falei mais umas coisinhas nesse sentido e disse que precisava falar com ela novamente, então ela me ligou.
Nessa segunda ligação perguntei de cara se ela estava namorando, ela respondeu que não importa se está ou não, que não ia me responder nada nesse sentido. Conversamos 1h e 10 minutos no telefone. Falei o quanto amadureci durante esse tempo separados, que cresci como pessoa, como profissional, mas que há um lado em mim que gosta muito dela, falei que desde que nos separamos não tem um único dia que deixei de pensar nela, que nada do que fiz (indo à festa, outros relacionamentos) me preenchia, que eu de alguma forma estava bem ligado a ela ainda, mesmo há 8 meses separados. Ela me responde dizendo que entende, que infelizmente nos separamos, que as coisas não deveriam ter sido da forma que foi, que tínhamos tudo para dar certo, mas infelizmente as coisas aconteceram. Ela é bem religiosa, disse que Deus estava no comando de tudo, que orou diversas vezes entregando a vida dela a Deus e que a vontade dele sempre vai se realizar. Ela viu minhas fotos no instagram com uma amiga de outra cidade, perguntou se namorávamos, insistiu dizendo que a guria era minha namorada, mesmo eu dizendo que não, ficou fazendo uma certa birra. Ela perguntou muito sobre mim ainda, acredito que de fato ela sente algo por mim, foram 7 anos.
Vamos ao finalmente... Eu não posso namorar com ela agora por uma série de motivos que envolve o lado financeiro, pessoal, profissional e religioso. Creio que pra ela seria o mesmo desgaste. Ela entende isso, tenho certeza.
Eu falei para ela que em Outubro, que é quando eu vou ter sanado todos esses problemas, irei procurar-la, irei querer namorar com ela e que dessa vez não vou passar mais que 1 ano namorando, iria querer casar, até mesmo porque vou ter dinheiro para bancar tudo, se assim Deus permitir.
Ela não acreditou muito no que eu disse (eu acho), falou que daqui pra lá vou ter oficializado meu namoro com a guria da outra cidade, falou que vou ter outra pessoa na minha vida, que o sentimento por ela não seria mais o mesmo.
Avisei que ela receberia sim essa ligação, se atendesse que saiba que vai ser nesse sentido.
Perguntei novamente a ela se ela ainda gostava de mim, ela disse que precisava desligar, na mesma hora perguntei de novo... ela respondeu que precisava muito desligar. Ela me desejou boa noite, que eu me cuidasse e pediu para não nos falar mais.
Depois desse longo texto, o que fazer? Tocar minha vida daqui para outubro e ver no que dá? Vocês acham que com base no que relatei ela ainda deve gostar de mim? Você passaria 1h 10 min numa ligação com seu/sua ex, sabendo que ele gosta de você sem você gostar dele?
Alguém leu até aqui? Se sim obrigado.
DrDova
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2019.10.24 15:23 miacardozo apenas um desabafo triste e sincero

Quando eu tinha 14 anos eu conheci um garoto, ele tinha 18 anos e eu boba pela idade que eu tinha me apaixonei logo de cara... Digamos que ele foi meu primeiro amor... e meu primeiro e talvez único coração partido. No começo era tudo flores, amor, alegria e tudo de mais maravilhoso que se pode imaginar, mas depois que eu me entreguei pra ele, tudo mudou. Eu me arrependo muito da primeira minha primeira vez, não porque foi ruim e sim por que acho que foi com a pessoa errada, e pra piorar esse dia tão especial aconteceu depois da minha festa de 15 anos, ou seja, um dia inesquecível se tornou de uma maneira uma lembrança triste e que eu gostaria de esquecer. Com o decorrer do tempo, as coisas foram piorando... Ele tinha uma banda, então ele sempre viaja assim pra outros estados, pra tocar nesses festivais pequenos sabe? E como eu era menor idade eu nunca podia acompanhar e também porque meus pais não deixavam... Então ele SEMPRE me traia e no começo eu não desconfiava, apesar de que eu era muito ciumenta naquela época. E quando eu comecei a ficar um pouco intrigada e conversava com ele a respeito, ele virava o jogo a favor dele e fazia EU me sentir culpada e eu não enxergava isso, eu realmente me sentia muito culpada, me sentia como se eu fosse louca mesmo. Eu me rebaixava demais por ele, quando eu realmente descobri as traições eu perdoava ele TODAS às vezes. Até que um dia, não sei o que me deu e graças a Deus aconteceu, eu resolvi dar um basta na situação! Falei que eu nunca mais queria ver ele na minha vida, que eu nunca mais queria falar com ele e tudo mais e eu lembro que ele IMPLORAVA por perdão, chegando até a se ajoelhar e ele só parou com esse teatrinho quando eu falei a seguinte frase: ‘’Se eu te perdoar, você vai acabar com a minha vida’’. Acho que ele sentiu o impacto da frase e ai não tentou mais nada... E eu lembro que depois disso, eu guardei todas as cartas, letras de música, fotos, TUDO que ele tinha me dado e coloquei numa caixinha, trancada a sete chaves e guardei no fundo de uma gaveta e está lá até hoje. Intacta. Nunca abri e nem pretendo. E eu mudei muito depois de tudo isso, eu me tornei um pouco mais fria em relação a sentimentos ao amor, ciúmes não tinha mais... Os paqueras que eu tive depois sempre achavam que eu não gostava deles de verdade e que eu ainda tinha sentimentos por aquele que tanto me magoou e eu nunca vou esquecer do que um deles me disse uma vez: ‘’Se você não seguir em frente, você não vai superar nunca e ele vai ter acabado com a sua vida da mesma forma, mesmo vocês não estando mais juntos.’’ Essa frase mexeu muito comigo e eu sabia que no fundo era verdade. Meu ex já tinha seguido em frente, namorando firme e ainda nutrindo sentimentos por ele, mas era algo que eu não conseguia evitar... Foi ai que eu resolvi tomar providencias, fiz terapia e tudo mais e digamos que depois de 5 anos eu FINALMENTE consegui superar, não sentia mais nada por ele, podia falar que não me machucava mais e assim eu pude seguir em frente com a minha vida. O porquê de eu estar falando tudo isso? É porque recentemente eu conheci uma pessoa, que me fez sentir tudo o que eu senti quando vi o ex-abusivo pela primeira vez... E eu me lembro de sentir uma felicidade tão grande, por ter achado uma pessoa que valia pena e que fez com que sentimentos que estavam adormecidos reaparecem. Só que como tudo não são flores... No final de semana, durante uma brincadeira/jogo de verdade ou consequência, na minha vez de responder, eu tive que escolher entre ele (meu novo amor) e minha melhor amiga e no caso eu escolhi a minha amiga, já que pra mim amizade sempre vem em primeiro lugar. E ele ficou revoltado com a minha escolha, me xingou de um monte de coisa, me fez me sentir culpada, eu me senti como se eu fosse o pior ser humano do mundo...E não quer falar comigo, ele diz que precisa de ‘’um tempo’’, só que isso fez voltar a tona tudo que eu passei com esse meu primeiro relacionamento, sabe? E eu acho que eu não aguento meu psicológico destruído mais vez... O tanto que já chorei nesses últimos dias não tá escrito... Desculpem esse texto gigante, mas é que eu precisava desabafar :(
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2019.10.15 11:43 B34r_w1th_m3 Eu queria ter sido piloto

Peço perdão pelo tamanho, não esperava que fosse ficar tão grande.
Eu queria ter sido piloto...
Dois anos e meio atrás eu estava meio à deriva no mundo. Estava no segundo ano ensino médio e não sabia exatamente o que fazer da vida. Não me sentia pertencente a nenhum lugar, não tinha exatamente planos pro meu futuro, meu relacionamento com meus pais ia de mal a pior e ainda por cima me metia em brigas.
Eu estava irritado com o mundo, mas eu não podia socar o mundo (embora com certeza eu tenha tentado, ficado com marcas nas minhas mão até hoje para me lembrar de não fazer mais isso). Queria desaparecer, me desintegrar. Me mostraram uma prova que teria para à Academia da Força Aérea e eu pensei "Vou me tornar piloto e voar pra longe de tudo e todos".
Me empenhei como nunca, estudei como um condenado para a prova que viria um Junho, porém houve um problema: eu me apaixonei. Me apaixonei pela aviação. Isso não estava nos meus planos, não era pra isso ter acontecido, mas aconteceu. Eu entrei em contato com esse mundo e me encantei. Ser piloto, ser militar, fazer algo que eu sentia que me deixaria completo. Eu agora queria virar piloto, piloto de resgate ainda.
Me apaixonei também por uma garota, algo que também não estava nos planos. Eu já havia amado antes, mas isso era algo diferente. Era algo que eu não consigo explicar exatamente até. Pra ser sincero eu não sei nem exatamente explicar como que essa mulher entrou na minha vida, só sei que um dia ela estava lá eu eu não queria que ela fosse embora. Melhorei por conta dela. Larguei a raiva, as brigas, as frustrações. Tentei realmente me tornar um homem melhor por mim, pelos outros e, especialmente, por ela.
Por muito tempo as coisas na minha vida estavam boas. Realmente boas. No dia de fazer a prova da AFA, passei pra segunda fase (algo que eu honestamente não imaginei que fosse realmente acontecer). Comecei a treinar para os testes físicos que eu teria de fazer para provar que eu estava apto para me tornar um militar. Apto para me tornar um piloto. Meu relacionamento com a garota ia ficando cada vez melhor. Eu não acreditava que existiam pessoas feitas uma para as outras, mas comecei a acreditar. Comecei a acreditar nisso, logo eu que sou a pessoa mais cética que conheço.
No dia de fazer os exames físicos, fui reprovado por ter queimado a linha de largada de uma das provas. Serei sincero com você, reddit, doeu ter sido barrado naquele ponto, especialmente por uma coisa tão boba quanto pisar numa linha, mas foi uma dor momentânea. Eu agora sabia o que eu queria da minha vida. Eu queria ser piloto, queria continuar esse relacionamento com essa mulher que sabe-se lá como eu tive a sorte de ter na minha vida.
Virou o ano e comecei novamente a me preparar para a prova que teria em junho. Estava confiante e determinado. Foram seis meses de preparo duro, mas que valiam a pena. Eu enxergava na FAB e na mulher meu futuro. Chegando em junho eu fiz a prova novamente. Saí da sala de prova confiante que havia conseguido passar pra segunda fase. Passado cerca de um mês saiu o resultado. Fui reprovado.
Eu não atingi a nota mínima em matemática para passar para a segunda fase. Quando fui corrigir minha prova com o gabarito oficial, havia contado que havia tirado mais do que o necessário para passar. Até hoje suspeito que cometi um erro na hora de passar o gabarito. Posso estar errado, porém. Talvez eu tenha ido pra prova confiante demais sabendo de menos.
Fiquei desesperado, já que minha mãe havia me dado somente aquele ano para passar numa faculdade. Eu não consigo por a opção "Aviação" num vestibular. Não sabia para o que prestar. Mas não havia problema, já que a mulher que eu amava ainda estava comigo. Decidi, depois de muito pesquisar e conversar com amigos e meu pai, prestar engenharia mecatrônica. Era uma área que eu me interessava, mas, honestamente, não me imaginava trabalhando com ela. Decidi fazer isso, mas eu ia tentar a prova da AFA uma terceira vez no ano seguinte.
Chegando o final do ano, época de vestibulares, a ansiedade dos alunos está no seu máximo. Muitos sentem a pressão desse sistema injusto. Uma competição brutal, se me perguntar. Eu, tentando focar no meus objetivos, não fui afetado muito por ela, mas minha namorada foi. MUITO afetada. Sua ansiedade despertou de uma forma esmagadora. Ela se viu no conflito entre prestar o vestibular para a área que ela amava e prestar para a área que achava que deveria fazer, já que arte não tem renda tão garantida assim. Ela não queria mais sair de casa, ver seus amigos e a mim, fazer antes as coisas que amava. Ela foi definhando. A mulher que eu amava estava se afundando num buraco que sua própria mente cavava. Me doía ver aquilo. Eu tentava ajudar, mas a melhor ajuda que eu consegui fazer era manter minha distância.
Não muito tempo depois que isso começou, ela admitiu pra mim que não me enxergava mais como uma pessoa que lhe causava prazer, mas sim como uma responsabilidade. Ela se forçava a falar comigo para não me magoar, mesmo que a ansiedade dela fizesse com que ela quisesse se isolar de todos os seres do mundo. Ouvir aquilo me feriu de uma forma que nada até hoje chegou perto de fazer igual. Já levei muitos socos, chutes, cortes e diversos outros tipos de ferimentos, mas aquilo fez algo comigo que me fez questionar minha própria existência.
Eu estava falhando em proteger a pessoa que eu mais devia proteger nesse mundo. Estava fracassando na minha única missão que realmente importava, que era fazer ela feliz. Eu era um fardo pra ela, uma responsabilidade que só aumentava os seus sintomas.
Sabendo de tudo isso, fiz a última coisa que eu pensei que teria de fazer: terminei com ela. Cada célula do meu corpo dizia para eu não fazer isso, que íamos conseguir passar por esse momento delicado. Mas eu sabia que não íamos. Eu era uma das fontes da tristeza dela. Ignorando cada parte de mim que protestava, terminei com ela para o próprio bem dela. Ela tinha que melhorar a qualquer custo, mesmo que esse custo fosse o nosso relacionamento.
As coisas só pioraram então. No início do ano seguinte, 2019, fui diagnosticado com uma espécie de diabetes. Isso significava que mesmo que eu passasse na prova escrita da AFA eu seria reprovado nos exames médicos. Meu sonho de ser piloto se foi. O futuro que eu havia sonhado por um ano e meio se foi. A mulher que eu amava e as minhas asas. Talvez eu tenha sonhado demais. Talvez eu tenha sido Icarus e voado perto demais do sol e me queimado. Talvez eu podia ter evitado tudo isso se eu tivesse sido menos arrogante na hora de fazer a prova e se eu tivesse sido menos um fardo para a minha namorada.
Eu estava novamente perdido. O que que eu deveria fazer? O prazo imposto estava prestes a acabar. Tentei me recompor ao máximo e traçar um novo plano. Deixaria meu choro somente para as noites no meu quarto, porque de dia eu precisava trabalhar, pensar num novo rumo.
Passei pelo ENEM pra uma faculdade boa em outro estado para engenharia mecatrônica. Eu estava agora ficando com uma outra garota, porém nada tão intenso naquele momento quanto era com a minha ex. As coisas estavam tomando um rumo que havia potencial. Mas não era meu sonho.
Meses se passaram e cá estou, distante do estado de onde eu vim. Estou namorando essa nova garota faz um tempo já e as coisas estão indo muitíssimo bem. Eu estou gostando de fazer essa faculdade. Morar sozinho tem sido uma experiência fantástica. Fiz novos amigos e estou vivendo uma vida nova. Ainda assim eu ás vezes queria poder mandar uma mensagem pra ela e dizer "você ia amar o céu estrelado daqui", ou "eles rasparam meu cabelo no trote da faculdade!". Queria poder olhar para um avião no céu e não soltar um suspiro triste, pensando como a vista lá de cima deve ser bela.
Estou escrevendo isso, reddit, porque hoje descobri que ela está namorando um outro cara. Isso me abalou de início. Me senti injustiçado. " Por que que ele podia ficar com ela e eu não?" eu fiquei me perguntando por horas enquanto eu chorava em minha cama. Quando todo esse momento passou, eu pude refletir um pouco melhor. Estou feliz por ela, de verdade, até porque eu fui o quem seguiu em frente primeiro. Porém, o mais importante, isso mostra que ela está bem de novo. Bem o suficiente para confiar de novo em alguém da forma que ela confiava em mim. Isso é tudo que eu quero, que ela esteja bem. Devo admitir, porém, que, assim como eu invejo o piloto do avião, eu invejo esse novo cara. Tanto o piloto quanto ele tem uma vista muito bela diante deles.
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2019.09.11 03:00 destinofiquenoite Falácia do custo perdido

Este é que um erro que apesar do nome, não se limita apenas ao âmbito financeiro, e é uma condição psicológica que passamos sem perceber que nos prejudica.
A falácia do custo perdido é a insistência em algo que deu errado pelo simples motivo de que se algo começou, deve ser terminado. É persistir em um erro ou em algo ineficiente só porque foi investido tempo e esforço para ser iniciado, mesmo quando o término não vai trazer retornos. É dar mais importância ao tempo do passado e abdicar do tempo do futuro mesmo sabendo que você está diretamente prejudicando o que está por vir.
No lado financeiro, pode ser explicado facilmente com um jogo que você compra, acha ruim, mas se força a continuar jogando porque já pagou pelo jogo. O problema é que jogar ou não jogar não vai trazer qualquer retorno financeiro para compensar o gasto inicial. E horas jogadas em um jogo ruim não devem ser contadas como algo bom na análise de um jogo, pois os jogos podem sempre criar necessidades artificiais para inflar as horas e isso não quer dizer que o jogo ficou bom só porque você gastou mais tempo nele. O dinheiro já foi, mas sua paciência e bem estar não precisam ir também.
Quando você tá assistindo uma série e ela vai caindo de qualidade, mas você acha que não vale a pena soltar porque já viu quatro temporadas. Lógico que vai dá percepção de cada um decidir quando parar, mas é importante avaliar se o tempo que vai ser investido na série ruim não poderia ser usado para outra série melhor ou uma série nova. Afinal, se a série está em decadência há muito tempo, é pouco provável que a qualidade melhore de repente, ou que o final compense várias temporadas ruins.
Acontece também em casos mais sérios, como em relacionamentos. Não é porque você está namorando há dois anos que o relacionamento não pode acabar: se houver indícios de problemas, abusos e decadência, tudo isso deve entrar na lista de contras. Ter namorado por esse tempo não justifica a permanência no futuro, justifica apenas a permanência no passado. Se as coisas mudaram, você tem que agir para mudar, ou então vai ficar preso no momento ruim por achar que existe uma obrigação de continuar nele.
É importante ficar de olho se não estamos nos cobrando demais por obrigações que na verdade não existem, e por compensações vazias que não vão nos deixar melhor. Se o investimento já foi feito e foi ruim, continuar nele só seria pior ainda, melhor cortar logo de vez.
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2019.07.27 20:51 menitrust Um desabafo sobre ex namorada, pós-término, injustiças da vida e depressão

Namorei por 3 anos, foram 3 anos complicados, mas bons. Eu vou tentar não apontar quem errou ou quem acertou aqui, não gosto disso e não me acho no direito de julgá-la visto que todos os problemas que tivemos parecia se tratar de perspectivas diferentes. O desabafo é mais sobre mim e o quanto eu não consigo superar a depressão.

O relacionamento terminou em março, com ela alegando eu ser: ciumento, inseguro, possessivo. Em minha defesa, eu nunca fui isso durante 3 anos. Em 2018 minha mãe descobriu um câncer em estágio avançado, desde então tudo virou de cabeça para baixo, fiquei sem emprego, a vida estagnou e minha depressão que eu sempre tive acabou piorando. O que isso tem a ver? Bom, não tem como alguém ser forte 100% do tempo. Ela começou a se distanciar, fez novas amizades, mentiu diversas vezes para mim e ainda sobrava tempo para discutir diariamente onde eu, em todo o tempo, era o culpado por tudo. Vale lembrar que nunca a limitei de nada, acredito que um relacionamento saudável é quando ambos tem suas vidas individuais também. O ponto que quero chegar é que eu acabei precisando mais dela do que antes e eu nem falo de alguém para resolver meus problemas, mas é ótimo escutar de quem amamos um "vai ficar tudo bem, estou aqui para te apoiar". Digo, isso pelo menos foi o que eu fiz durante todos esses anos já que ela foi a quem mais sofreu com transtornos psicológicos e descarregava tudo em mim constantemente. Enfim, ela terminou comigo em março.
O relacionamento acabou de forma humilhante para mim. Decidimos manter uma amizade, mas eventualmente uns amigos dela começaram a me sacanear publicamente sobre um deles estar namorando ela, chamando de namorada, que amava e tudo mais. Eu não podia ignorar isso, eu ainda estava triste pelo término e não acredito que se deve ficar cutucando feridas abertas. Optei por cortar os laços com ela, falei que não achava aquilo justo tudo (nem o término), mas que desejava tudo de bom e que estaria sempre disponível para conversar caso ela entendesse o mal que me causou. Ela riu de mim e não disse nada.
Nesse ponto, eu entrei na pior depressão já vivida por mim. Não me sentia mais com forças para lutar por minha mãe, por minha família e nem mesmo por mim. Sem amigos, sem namorada, parentes distantes, ninguém era capaz de me perguntar "você está bem?". Não demorou muito para minha própria mãe falar "você quer que eu morra?". Me desculpa, mas eu não sabia o quão mais forte eu tinha que ser.
Uns dias atrás eu mandei mensagem para ela, queria tirar algumas coisas a limpo, pedir desculpas se fiz algo e tava apto a seguir em frente. A conversa em resumo: ela achou minha atitude de bloquear todas as redes sociais hostil, não bem vista aos olhos dela e que tudo ainda era culpa minha. Apesar disso, pediu desculpas por ter rido de mim (pela primeira vez na vida) e ambos se desculparam, mas preferiu não manter contato ou amizade por enquanto por motivos de "não me sinto preparada". Concordei e senti um certo alívio.
Desde então, não nos falamos mais. Sinceramente, isso foi um conforto interessante para mim, sinto que serviu como ponto final e os dias seguintes eu já nem pensava mais nela ou a respeito do que tivemos, senti como se realmente tivesse seguindo em frente.
Pulando para hoje: acordei cedo, fui ao mercado para comprar algumas coisas que faltavam aqui em casa, me arrumei e fui jogar meu basquete de toda manhã de sábado. Apesar da minha depressão, prometi a mim mesmo que não me mataria ou deixaria isso piorar minhas condições enquanto a história da minha mãe não tivesse um desfecho.
Contextualizando um pouco o que há por vir: Tem um rapaz lá que eu conheço há uns anos, cara legal. No início do ano eu, indo para faculdade da minha ex (com minha ex), encontrei com ele e descobri que era comum eles pegarem o mesmo ônibus. Depois que meu relacionamento acabou, vira e mexe ele faz um comentário sobre "sabe quem eu vi no ônibus?", na intenção de perturbar mesmo.
Hoje ele perguntou "como vai sua vida amorosa?", eu não entendi a pergunta mas respondi "não tenho uma ainda". Ele riu e falou "tu tem que esquecer tua ex cara, vou te levar num local aí", respondi que já havia superado para encerrar o assunto e ele insistiu. Notei que algo ele sabia, então falei "é, conversei com ela uns dias atrás" e ele falou "é, eu sei".
Isso foi uma surpresa, mas ainda sim ele não quis entrar em detalhes. Eu não queria parecer desesperado, então fui perguntando normalmente do que ele falava e ele sempre falando "se eu falar tu vai lá falar com ela para tirar satisfação". Isso já tava me deixando meio irritado, certamente não iria ter um fim legal nessa história. No fim ele perguntou se eu conhecia uma garota (que eu acredito fortemente ter sido uma grande influencia na cabeça da minha ex para tudo acabar como acabou) e que ele encontrou ela no ônibus, conversando com a minha ex.
Ele não disse como ou o que aconteceu, mas por alguma razão ele ficou sabendo da minha mensagem e isso me deixou intrigado. Porra, o que mais ele sabia? Ela (minha ex) é tão baixa assim? Então o fato de eu ainda ser feito de otário é real?
Preferi esquecer isso, mas isso acabou com minha manhã e consequentemente meu dia.
Estou absurdamente inquieto com isso, triste, deprimido. Eu realmente tava sentindo um gostinho de alívio, satisfação, de "posso virar a página" e então poucas palavras me derrubaram. Vontade de chorar, gritar, perguntar o motivo de tudo isso. Qual o propósito de ser atingido tantas vezes assim? Realmente existe uma forma de fugir da depressão?
Eu só não aguento mais ter que manter a postura diariamente para não ser julgado como fraco, chato ou inseguro. Eu não tenho mais interesse em relações sociais justamente por ter que ficar fingindo ser uma pessoa perfeita.

Peço desculpa o tamanho do desabafo e a minha falta de capacidade em me expressar, mas eu realmente me sinto no limite. O meu maior desejo no momento é que minha mãe fique boa logo, assim eu posso cometer o ato de suicídio sem o peso da culpa.
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2019.07.27 11:13 EuSoQueroQue Para vc que amei

(Escrevi essa carta pensando em não mostrar para ninguém. Mas não teve o efeito que eu esperava. Quem sabe se outras pessoas lessem)
Oi, tudo bem?
Menos de uma semana atrás eu te mandei uma mensagem sobre um filme que assisti. Dessa vez vc respondeu. Foi educada, mas não continuou a conversa. Para mim foi o suficiente para achar que desta vez a msg tinha alguma chance de virar uma conversa, então fiquei tentando pensar em como puxar assunto. Não quis usar perguntas pq não queria fazer vc se sentir obrigada a responder. Pensei em te contar sobre a minha vida, que mudou bastante nos últimos 2 anos.
Mas achei que esse seria um bom assunto para quando finalmente conversarmos em pessoa. Acabei escolhendo um elogio, a maravilhosa habilidade que vc tem e sempre me deixou com inveja foi a capacidade de ter assuntos e manter uma conversa saudável. Mandei essa mensagem,
Agora acho que vc pode estar interpretando como se eu estivesse sendo "passive-aggressive", como que reclamando de vc ter sido "apenas" educada e não continuada a trocar msgs.
Eu odeio que a parte de mim que tenho te mostrado nos últimos 10 anos foram de msgs nos momentos que estive mais triste, solitário ou fragilizado de alguma maneira. Toda vez que paro para pensar, sei que estas msgs só servem para te afastar ainda mais de mim. Mas, acho que saber que vc está do outro lado, ainda que não me ouvindo, tem me feito bem.
Anteontem te mandei outra mensagem. Desta vez mais parecida com uma conversa saudável. Contei que mudei de emprego, de cidade, perguntei como vc está. Dessa vez o resultado foi muito diferente. Não quanto a sua resposta, mas que poucas horas depois de enviar a msg a minha "crise" atual melhorou bastante. Ao ponto de achar que eu estava bem, pelo menos até a próx crise daqui 2 ou 4 anos.
Foi pensando nesse bem estar que resolvi escrever esses sentimentos. "Talvez seja o processo de transformar seus sentimentos em palavras que tenha tido o efeito benéfico." Decidi que, da próx vez que eu realmente precisasse dizer alguma coisa, escreveria neste papel. Não demorou para meus pensamentos estarem cheios de novo.
Assisti um vídeo sobre relações abusivas, e me corta o coração identificar atitudes minhas como as de um namorado abusivo. Eu me odeio por todo mal que já te fiz e nem pedi desculpas. (...) Agora me lembro que eu cheguei a me desculpar por ter te ignorado naquele churrasco, mas o verdadeiro peso daquelas ações só entendi agora, que o vídeo citou explicitamente que ignorar seu parceiro em um ambiente público é uma atitude abusiva e altamente prejudicial.
Hoje eu entendo que usava o silêncio como uma arma contra você. E só posso imaginar o quanto isso te machucou.
(...)
Passei alguns minutos discutindo comigo mesmo se deveria escrever pensamentos que provavelmente irão te afastar ainda mais de mim. Escrevo com o sentimento de te mostrar, mas sem intenção real de te enviar ou mostrar esse caderninho. Por isso mesmo não faz sentido não ser honesto com o papel. Oras, ser menos honesto e escolher quais pensamentos escrever são resquícios do comportamento manipulativo meu. Como se mesmo uma carta de desabafo, que nunca será mostrada devesse ser escrita com a intenção de te convencer a conviver de novo comigo.
Até pq se eu não consigo expressar meus sentimentos para um pedaço de papel, como poderia expressá-los para você?
Os pensamentos, que meu lado medroso queria deixar de fora desta carta, era que se eu consigo hoje identificar atitudes tão tóxicas em como eu era quando estávamos juntos, provavelmente existiam outros que eu nem entendo como problemáticos. Pensei também que, quando vc me ignora nas estúpidas msgs que envio, está apenas se protegendo de uma pessoa... tóxica? abusiva?
Eu já não sei o quanto estou sendo realista ou apenas sendo auto depreciativo. Esse comportamento provavelmente é outra característica abusiva minha.
Não sei se chegou a ver o filme "before the sunset", imagino que ainda não. Passou menos de 1 semana desde que te disse para ver.
Eu gostaria muito de te dizer que quis te recomendar o filme principalmente por 2 motivos:
O tom da conversa que os personagens tem. Como se o tempo que passou não fizesse diferença nenhuma e eles fossem bons amigos durante todos estes anos. Queria que vc lêsse as minhas msgs para vc com esse tom, de maneira meio leve, meio pesada, mas principalmente honesta.
Eu sei que, em termos de voltarmos a ficar juntos, não entrar em contato e deixar o acaso nos juntar seria mais efetivo. Mesmo que demorasse muitos anos. Mas só de pensar em isso não acontecer eu sou tomado por uma tristeza, um sentimento de vazio.
O segundo ponto do filme que queria muito conversar com vc, é quando a mulher diz: "I was fine until i read your book"
Com ctz vc já percebeu que isso acontece bastante comigo. A maior parte das vezes eu me lembro de vc com saudades e carinho, e um gosto bitter sweet que fica na boca. As vezes, como essa de agora, a saudade fica demais. Eu não me controlo e acabo mandando alguma msg torcendo que encontre vc em um momento parecido, e consiga transformar a distância entre nós em uma conversa como a do filme.
MAS, eu nem sei se vc tem a mesma saudade que eu sinto por vc. Quando penso em como fui com vc, imagino que fui apenas uma fase ruim, que vc seria mais feliz se não tivesse me conhecido. Ao mesmo tempo, eu me recuso a acreditar que seja possível sentir tanta saudade de alguém que não sente a sua falta.
Acabo me convencendo que a única diferença é que vc tem um auto-controle melhor que o meu. Que as suas crises de saudades acontecem, quando alguma música ou filme te lembram de mim, mas que vc não me procura de maneiras bobas como eu faço com vc.
Me lembro de uma vez que vc me pediu uma receita, que fazia quase 9 anos que não comia aquilo. Eu devo ter te respondido de algum jeito ruim, pq quando te perguntei dos cookies que vc fez para mim um dia, não me respondeu mais. Essa vez eu fiquei muito confuso. Inicialmente achei que vc queria conversar como amigos apenas, mas quando não me respondeu pensei que vc continuava com aquela filosofia boba de "ex bom é ex morto". Fiquei com raiva. Vc me ignorava quando eu tentava algum contato, mas me pedia coisas qdo tinha algo a ganhar.
Quando a raiva passou, pensei que poderia ser saudade que te fez mandar as msgs, e não sabia o que fazer com essa possibilidade. Eu queria que fosse verdade, como se uma confirmação que eu fui importante para vc como vc foi para mim.
(...)
Agora, escrevendo, me lembro de vc comentando que eu pedi um tempo no namoro "do nada" ou algo do tipo. Metade dos motivos eu tenho ctz que já tinha reclamado para vc antes, e vc não fez esforços para melhorar. Era o jeito como vc tratava seus amigos homens, dando muita liberdade, inclusive quanto a contato corporal, de abraços por trás e cócegas. Essas atitudes me machucavem tanto nos meus ciúmes quanto nas minhas inseguranças. Aquele dia que eu tentei fazer cócegas em você e não consegui me incomoda até hoje. Ver um amigo seu te fazer cócegas, o jeito que vc ria, acabou comigo naquele momento.
A segunda metade de pq eu quis das um tempo, essa é a parte mais difícil de confessar. Gostaria de te dizer em pessoa, mas muito provavelmente eu nunca vou ter a oportunidade.
Quando a gente já não estava tão bem juntos, apereceu alguém.
Era uma mulher muito bonita e simpática. Acho que tanto eu como ela sentimos uma conexão, daquelas que vc sabe que a outra pessoa tb tem?! Bom, começamos a conversar mais. Me sentir próximo de alguém no mesmo momento que me sentia distante de vc me confundiu bastante. Hoje eu entendo que foi apenas um "crush" e que a gente não controla com quem vai se sentir atraído. Mas na minha cabeça isso era inaceitável. Sentir-se atraído por outra mulher era incompatível com a minha definição de amor.
Se eu tivesse na época o pouco de maturidade que tenho hoje, eu saberia que esse sentimento não significava nada. Que não havia necessidade de passar nenum dia longe de vc.
Lambrar dos meses seguintes, quando tínhamos separado mas não de verdade, Vc quis voltar a ficar juntos, eu não quis. Depois eu quis, vc não. Aí inverte mais uma vez, e depois outra. Como se fosse um problema de desencontros ou timing.
Mesmo quando estávamos namorando, toda vez que acontecia a menor das brigas eu demorava para processar meus sentimentos. Até lá vc já tinha se cansado de tentar me animar, tentar me ajudar a me abrir mais. Então, quando eu finalmente superava o motivo inicial da briga, vc estava agora chateada comigo por ter sido tão frio e distante durante a briga.
Talvez se vc tivesse mais paciência com a minha demora em digerir emoções. Talvez se eu fosse mais maduro emocionamente. Eu já não sei mais.
Só sei que é tarde demais para pedir desculpas. Eu imagino que vc me veja como o ex abusivo, que ainda tenta entrar em contato apenas para ser manipulativo. Mas eu só quero que vc saiba que eu estou pensando em vc. Que eu te vejo como a pessoa mais importante a passar na minha vida até hoje.
Eu só quero que vc saiba que eu te vejo como no filme, que um dia vamos nos encontrar, sem horários, sem relacionamentos, e que nesse dia nós vamos conversar natural e honestamente, e se não for para ficarmos juntos, que pelo menos eu consiga te pedir desculpas.
Desculpas por todas as lágrimas que eu te fiz derramar.
Desculpas por todas as brigas que não deveriam ter existido.
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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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